Durante o puerpério, mães que desejam amamentar enfrentam obstáculos frequentes para iniciar e consolidar a prática, um período que combina alterações hormonais e novos desafios físicos e emocionais. Embora nem todas consigam amamentar devido a diferentes adversidades, a amamentação é apontada como um investimento relevante para a saúde do bebê e da mãe.
O Ministério da Saúde recomenda manter a amamentação até os dois anos de idade, com aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses, sem oferecer sucos, água ou chás ao lactente nesse período. Segundo a orientação, o leite materno é um alimento completo e sustentável, com impactos importantes no desenvolvimento do sistema imunológico e na redução de risco de algumas doenças. Também contribui para o desenvolvimento facial e da dentição do bebê.
Os benefícios para a mulher incluem diminuição do risco de hemorragias no pós-parto e redução das chances de desenvolver câncer de mama, de útero e de ovário. Esses efeitos positivos para a saúde materna estão entre as razões que motivam a promoção da amamentação como prática de saúde pública.
No entanto, a prática nem sempre é imediata ou simples. É comum que, nas primeiras mamadas, a “pega” não ocorra de forma correta, o que pode levar mães a cogitarem a desistência. Raramente o recém-nascido nasce com habilidade inata para sugar da maneira ideal; ao contrário do que muitos acreditam, o bebê precisa aprender a mamar. Dentro do útero, suas necessidades nutricionais são supridas pelo cordão umbilical e, nas primeiras horas após o nascimento, o recém-nascido tende a ficar mais sonolento e sem sinais claros de fome.
Por isso, cabe à mãe apresentar o alimento e conduzir o processo de aprendizagem do bebê. Mulheres em segunda gestação podem vivenciar um processo mais veloz, em parte porque já adquiriram experiência e porque alterações anatômicas decorrentes da lactação anterior podem facilitar a tarefa. Ainda assim, a aprendizagem é necessária para a maioria das crianças.
Especialistas e publicações sobre o tema reforçam a importância do preparo e da informação: aprender técnicas e práticas básicas sobre amamentação ajuda a conduzir o processo. Com conhecimento mínimo e motivação, é possível ensinar o recém-nascido a mamar e obter os benefícios associados para mãe e bebê.
Bruna Gomes


