Guarapari negocia construção de aeroporto logístico com aporte estimado em R$ 1 bilhão
A prefeitura de Guarapari, no Espírito Santo, informou que negocia a implantação de um aeroporto voltado ao transporte de cargas e a um complexo de serviços na região de Setiba. Segundo a administração municipal, a gigante do comércio eletrônico Amazon já mostrou interesse no projeto, avaliado em cerca de R$ 1 bilhão.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Otávio Postay, o município mantém há aproximadamente 15 meses conversas com empresas nacionais e internacionais interessadas no empreendimento. Postay afirmou que a localização de Guarapari, próxima à BR-101, ao sistema portuário e a uma futura ferrovia, torna a área estratégica para operações de carga e distribuição.
A prefeitura espera que o terminal e o complexo associado se tornem um importante motor de desenvolvimento econômico local. A estimativa inicial é de que a obra gere mais de dois mil empregos diretos e indiretos, com potencial de alcançar até cinco mil postos de trabalho quando o aeroporto entrar em operação.
O projeto prevê um perfil logístico, com ênfase na movimentação e distribuição de mercadorias, mas também contempla operações de voos executivos não comerciais, mantendo conexão com o turismo regional. A iniciativa já conta com um Plano Diretor aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2015; o Plano Diretor Municipal (PDM) deverá sofrer adaptações para viabilizar a implantação, respeitando normas ambientais.
A área apontada para o complexo em Setiba abrange parte do Parque Estadual Paulo César Vinha. O prefeito Rodrigo Borges destacou a necessidade de diálogo com órgãos ambientais, citando conversas em andamento com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e a realização de audiências públicas como etapas necessárias para avançar com o projeto.
Postay também informou que a expectativa é formalizar protocolos de intenção ainda em 2026, atraindo grandes ativos do mercado nacional para a cidade. O g1 procurou a Amazon e o Iema para comentar o interesse e eventuais intervenções na área, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Fonte: G1 – Espírito Santo


