A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Nurtec ODT, da Pfizer, para tratamento e prevenção de crises de enxaqueca em adultos, informou o órgão nesta segunda-feira (25). A autorização para comercialização foi publicada no Diário Oficial da União em resolução datada de segunda-feira (22) e inclui pacientes com enxaqueca com ou sem aura.
O medicamento está indicado tanto para o manejo agudo das crises quanto para a prevenção da enxaqueca episódica em pessoas que apresentem ao menos quatro episódios mensais. O princípio ativo é o hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, substância que age bloqueando a proteína CGRP, envolvida em processos de inflamação e dor associados à enxaqueca.
Como age e resultados clínicos
Segundo a fabricante, o Nurtec ODT integra a classe dos antagonistas do receptor de CGRP, conhecidos como gepants, cuja finalidade é inibir a ação da proteína que contribui para a inflamação e a dilatação vascular relacionadas às crises.
Estudos apresentados pela Pfizer apontam que, quando administrado nos primeiros sinais da enxaqueca, o medicamento proporcionou melhora significativa em até duas horas: 59,3% dos participantes relataram alívio da dor nesse intervalo e 21,2% ficaram completamente sem dor após o uso do comprimido. Os testes também indicaram redução de sintomas associados, como náusea, fotofobia e fonofobia.
Forma de administração
O comprimido do Nurtec ODT foi formulado para dissolver na boca — pode ser colocado sobre ou debaixo da língua e se dissolve rapidamente com a saliva, dispensando ingestão de água. Dados sobre conservação e uso destacam que o produto deve permanecer na embalagem até o momento do consumo e ser utilizado imediatamente após a abertura do blister, segundo informações disponíveis em Drugs.com.
Prescrição, restrições e efeitos adversos
A utilização do Nurtec ODT será restrita a adultos, já que, conforme a Anvisa, não existem estudos suficientes que comprovem segurança e eficácia para menores de 18 anos. A dispensação exige receita médica.
Dentre os efeitos adversos mais relatados estão náusea, dor abdominal e indigestão. A plataforma Drugs.com também alerta para reações alérgicas que podem incluir dificuldade para respirar, erupções cutâneas e inchaço na face, boca, língua ou garganta, além de potenciais elevações da pressão arterial e sinais associados ao fenômeno de Raynaud, como dormência e mudança de cor nos dedos das mãos e dos pés.
Pacientes com insuficiência hepática grave ou doença renal em estágio terminal devem evitar o uso do medicamento. Para o tratamento agudo, a dose máxima recomendada é um comprimido de 75 mg em 24 horas.
Além do efeito agudo, estudos divulgados pela fabricante indicaram que o uso em dias alternados levou à redução do número de dias mensais com enxaqueca entre as semanas 9 e 12 do tratamento. O uso deve seguir rigorosamente a orientação médica.


