Duas das maiores empresas de tecnologia comunicaram aumentos expressivos nos preços de produtos nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. A Apple informou alta em iPads, MacBooks, HomePod e Apple TV, enquanto a Microsoft anunciou reajuste nos valores dos consoles Xbox, com início previsto para 1º de agosto.
O que mudou: a Apple afirmou que não consegue mais absorver a escalada nos custos de chips de memória e armazenamento, pressionados pelo crescimento de data centers para inteligência artificial. A empresa disse que o iPhone não será afetado pelas mudanças.
Entre os ajustes divulgados pela Apple estão: MacBook Neo — de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634); MacBook Air (512 GB) — de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755); MacBook Pro (1 TB) — de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395); e iPad Air (128 GB) — de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894). A companhia também aplicou aumentos nas duas versões do HomePod e no Apple TV.
Após o anúncio, as ações da Apple recuaram quase 5% e os papéis da Dell caíram mais de 8% no mesmo pregão.
Microsoft e Xbox: a fabricante dos consoles informou que os preços subirão em US$ 100 para modelos de 512 GB e em US$ 150 para versões de 1 TB, além da descontinuação do modelo de 2 TB. Os novos preços divulgados são: Xbox Series S 512 GB — de US$ 399,99 para US$ 499,99 (de cerca de R$ 2.080 para R$ 2.600); Xbox Series S 1 TB — de US$ 449,99 para US$ 599,99 (de cerca de R$ 2.340 para R$ 3.120); Xbox Series X Digital 1 TB — de US$ 599,99 para US$ 749,99 (de cerca de R$ 3.120 para R$ 3.900); e Xbox Series X 1 TB com leitor — de US$ 649,99 para US$ 799,99 (de cerca de R$ 3.380 para R$ 4.160).
A Microsoft acrescentou que os reajustes dão sequência a correções iniciadas em outubro de 2025, quando os preços subiram entre US$ 20 e US$ 70 nos EUA. A companhia afirmou também que os custos de memória e armazenamento para consoles aumentaram mais de 2,5 vezes e que há expectativa de nova alta até o segundo semestre de 2027.
Por que os preços sobem: fabricantes de memória têm priorizado fornecimento a empresas de chips voltados à inteligência artificial, como a Nvidia, reduzindo a disponibilidade para computadores, celulares e outros eletrônicos. Segundo as empresas, essa pressão sobre os componentes tornou insustentável manter os valores anteriores em vários produtos.


