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sexta-feira, março 6, 2026

Arrecadação federal atinge R$ 325,8 bilhões em janeiro, maior valor em 32 anos

TRANSMISSÃO: Record

Arrecadação federal bate recorde histórico em janeiro

A Receita Federal informou nesta terça-feira (24) que a arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e outras receitas somou R$ 325,8 bilhões em janeiro de 2026. Esse total representa um aumento real de 3,56% em relação a janeiro do ano passado, quando a arrecadação, corrigida pela inflação, foi de R$ 314,54 bilhões.

Trata-se do maior montante registrado para qualquer mês desde o início da série histórica da Receita, em 1995 — ou seja, o maior resultado em 32 anos. Segundo a Receita Federal, o avanço na arrecadação em janeiro está ligado ao crescimento da economia brasileira e às elevações de tributos anunciadas nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre os destaques apontados pela Receita, o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre Rendimentos do Capital (IRRF – Rendimentos do Capital) somou R$ 14,68 bilhões, com alta real de 32,56%. A Receita destacou, em nota, o impacto da tributação sobre Juros sobre o Capital Próprio nesse desempenho.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) arrecadou R$ 8 bilhões em janeiro, o que representa crescimento real de 49,05%. A pasta também registrou R$ 1,5 bilhão provenientes da taxação de apostas online e da exploração de jogos de azar, tributos que foram elevados no fim de 2025.

A arrecadação previdenciária totalizou R$ 63,45 bilhões, com alta real de 5,48%. A Receita atribuiu esse resultado ao crescimento real da massa salarial, ao aumento da arrecadação do Simples Nacional e ao aumento de 17,02% no montante de compensações tributárias.

Os tributos PIS/Pasep e Cofins arrecadaram juntos R$ 56 bilhões, com aumento real de 4,35%. A Receita relacionou esse desempenho ao aumento de 2,84% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,45% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.

Além das medidas já citadas, a Receita listou outros aumentos de tributos implantados nos últimos anos que contribuíram para o resultado de janeiro de 2026: tributação de fundos exclusivos e offshores; mudanças na tributação de incentivos (subvenções) estaduais; retomada da tributação sobre combustíveis; imposto sobre encomendas internacionais (a chamada “taxa das blusinhas”); reoneração gradual da folha de pagamentos; e o fim de benefícios fiscais ao setor de eventos (Perse).

No âmbito político e fiscal, foi informado que o ministro Fernando Haddad irá apresentar ao presidente Lula alternativas ao aumento de impostos. Para 2026, o governo estabeleceu meta fiscal de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal permite uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual: a meta será considerada cumprida com saldo zero ou com superávit de até R$ 68,6 bilhões.

O texto também permite excluir do cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas, recursos que podem ser usados para pagar precatórios. Na prática, segundo a projeção mencionada, o governo pode registrar um déficit de R$ 23,3 bilhões em 2026, mesmo que o resultado oficial apresentado indique um desempenho positivo. Caso essas projeções se confirmem, as contas do governo tendem a ficar negativas ao longo do terceiro mandato do presidente Lula.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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