O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em 14 de março, a elevação da participação do etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, medida que terá efeito em todo o País e deve trazer impactos positivos para a cadeia sucroenergética de Minas Gerais, especialmente no Triângulo Mineiro. A mudança entra em vigor em 1º de agosto.
Decisão e estimativa de demanda
A adoção da gasolina com 32% de etanol anidro (E32) foi prevista pelo governo como parte da política nacional de ampliação do uso de combustíveis renováveis. Segundo a Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig Bioenergia), a nova mistura deve aumentar em cerca de 900 milhões de litros por ano a demanda por etanol anidro no Brasil.
Impacto no Triângulo Mineiro
O Triângulo Mineiro concentra várias das maiores usinas sucroenergéticas de Minas Gerais, em municípios como Uberaba, Frutal, Iturama, Campo Florido, Delta, Carneirinho, Limeira do Oeste, Santa Vitória, Canápolis, Capinópolis e Ituiutaba. Pela relevância da produção regional, a expectativa do setor é que as unidades da região sejam fortemente demandadas para suprir o aumento de consumo do biocombustível.
A ampliação da mistura deve fortalecer a atividade industrial local, estimular novos investimentos e gerar emprego e renda, com efeitos diretos sobre fornecedores de máquinas e equipamentos, transporte, manutenção industrial, serviços especializados e o comércio das cidades onde as usinas estão instaladas.
Reações do setor
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Siamig Bioenergia comemoraram a decisão. De acordo com o presidente da Siamig Bioenergia, Mário Campos Filho, a medida reforça a competitividade do Brasil ao ampliar o uso de um combustível renovável produzido internamente, além de estimular investimentos e geração de emprego no setor sucroenergético.
A Fiemg também afirmou que a mudança contribui para a segurança energética do País e para a consolidação de Minas Gerais como um importante polo nacional de produção de biocombustíveis.
Efeitos ambientais e no preço
O Ministério de Minas e Energia destacou que, além dos ganhos ambientais ligados à diminuição das emissões de gases de efeito estufa, a alteração na mistura poderá reduzir em cerca de R$ 0,03 por litro o preço da gasolina ao consumidor e diminuir a necessidade de importação de combustível fóssil.
A previsão é que a comercialização da gasolina E32 tenha início em 1º de agosto, possibilitando que a cadeia produtiva do etanol responda ao aumento da demanda ao longo dos próximos meses.
FONTE: Regionalzao


