A Azul Linhas Aéreas informou que o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos resultou em uma redução de cerca de US$ 1,1 bilhão nas dívidas relacionadas a empréstimos e financiamentos. Com a diminuição adicional das obrigações de arrendamento de aeronaves — aproximadamente 40% —, a empresa calcula uma queda total próxima a US$ 2,5 bilhões nas suas responsabilidades financeiras.
Segundo o comunicado divulgado pela companhia, além da descompressão das dívidas, a Azul saiu do capítulo 11 com US$ 850 milhões em novos investimentos em ações. Em maio de 2025, quando anunciou o início do processo, a empresa previa a eliminação de mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11,28 bilhões) e a captação de US$ 950 milhões em aportes.
Saída do Chapter 11
A saída do Chapter 11 — mecanismo de reestruturação previsto na lei de falências norte-americana, comparável à recuperação judicial no Brasil — foi confirmada na noite de sexta-feira (20), segundo a Azul. A companhia destacou ter concluído a reestruturação em menos de nove meses.
Entre os outros efeitos apontados pela Azul estão: redução superior a 50% nos pagamentos anuais de juros em comparação aos níveis anteriores ao Chapter 11; diminuição de cerca de um terço nos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves; captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão por meio da emissão de Notas Seniors; e US$ 950 milhões garantidos via compromissos em equity.
O CEO John Rodgerson afirmou que a reestruturação reforçou o balanço da empresa e a posicionou para estabilidade de longo prazo, ressaltando também o apoio recebido de parceiros financeiros e estratégicos do setor aéreo global.
Aportes de empresas dos EUA e conversão de dívida
Na quinta-feira anterior, a Azul anunciou acordos para aportes totalizando US$ 300 milhões que contarão com a participação de duas companhias aéreas norte-americanas e de credores. American Airlines e United Airlines planejam investir US$ 100 milhões cada, com expectativa de receberem ações da Azul. Há ainda um acordo adicional com determinados credores existentes para mais US$ 100 milhões.
O plano de conversão de parte da dívida em ações chegou a provocar uma queda de até 70% nas ações da empresa em 8 de janeiro, pois transformaria credores em acionistas, eliminando o pagamento de juros sobre esses créditos.
Desempenho operacional
No comunicado de encerramento do Chapter 11, a Azul informou que opera cerca de 800 voos diários, com pontualidade de 85,1%, e atendeu 32 milhões de passageiros em 2025. A frota total descrita é de 175 aeronaves, com voos para 130 cidades.
A companhia concluiu a reestruturação e anunciou os números de operação e financeiro conforme descrito acima.
Com informações de G1

