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sábado, junho 13, 2026

BCE aumenta taxa de depósito pela primeira vez desde 2023 diante de pressão inflacionária do Oriente Médio

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (11) a sua principal taxa de juros, marcando o primeiro aumento desde 2023. A autoridade monetária subiu a taxa de depósito de 2% para 2,25%, decisão que foi tomada em resposta ao avanço da inflação na zona do euro e aos efeitos econômicos associados à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o comunicado do BCE, o conflito no Oriente Médio tem gerado pressões inflacionárias significativas, aumentou o nível de incerteza sobre as perspectivas de médio prazo e foi um fator determinante para a ação do órgão. A instituição descreveu a decisão como sólida diante dos cenários possíveis de evolução do choque e de seu impacto sobre preços e crescimento econômico.

A aceleração da inflação na região reforçou a preocupação da autoridade monetária: o índice de preços ao consumidor da zona do euro registrou 3,2% em maio, acima da meta de 2% perseguida pelo BCE. Em função desse cenário, o banco revisou sua projeção para a inflação em 2026, de 2,6% para 3%.

Em coletiva realizada em Frankfurt, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a decisão de aumentar os juros foi unânime entre os membros do conselho e a caracterizou como necessária diante da conjuntura atual. Lagarde ressaltou que permitir que a inflação saia do controle dificultaria o retorno à estabilidade de preços ao longo dos próximos anos.

O BCE também ajustou levemente sua previsão de crescimento para 2026, reduzindo-a de 0,9% para 0,8%. A instituição observou que empresas e famílias já enfrentam custos de energia mais altos devido ao conflito, o que contribui para a fragilidade do cenário econômico.

Apesar de o aumento ter sido amplamente antecipado pelos mercados e ser visto pelo BCE como uma medida preventiva — influenciada pela experiência da crise inflacionária iniciada em 2022 após a invasão da Ucrânia — parte dos economistas questiona a eficácia da alta. Esses analistas apontam que a atual aceleração inflacionária tem origem principalmente em choques de oferta de energia, e não em excesso de demanda.

O BCE não detalhou os próximos passos da política monetária, mas a combinação de inflação acima da meta, preços de energia elevados e incertezas geopolíticas levou investidores a considerar a possibilidade de novos aumentos de juros nos meses seguintes.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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