A BMW anunciou em 29 de julho de 2026 que pretende reduzir milhares de postos de trabalho na Alemanha até o final de 2027, por meio de um programa de demissão voluntária. Segundo a montadora, a iniciativa foi negociada com o conselho de trabalhadores e atingirá principalmente áreas administrativas e de desenvolvimento, sem impacto nas linhas de produção.
Uma fonte familiarizada com o assunto informou que a redução deve ficar em torno de 8 mil pessoas. A empresa, com sede em Munique, emprega atualmente cerca de 150 mil funcionários ao redor do mundo.
O anúncio coloca a BMW entre outras fabricantes alemãs que vêm revisando seus quadros de pessoal diante de lucros menores e da queda da demanda. Montadoras como Volkswagen e Mercedes-Benz já comunicaram planos para eliminar dezenas de milhares de vagas, segundo relatos do setor.
Motivos e contexto
A indústria automobilística alemã enfrenta pressões variadas, apontam analistas e executivos: os custos da transição para veículos elétricos, a concorrência acirrada de fabricantes chineses e tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos. Na segunda-feira, 27 de julho de 2026, a Porsche — controlada pelo Grupo Volkswagen — ampliou seu plano de reestruturação e anunciou intenção de reduzir cerca de 20% de seu quadro até 2035.
No mesmo dia do anúncio da BMW, milhares de trabalhadores protestaram na fábrica da Audi em Neckarsulm, uma das quatro unidades na Alemanha que correm risco de fechamento devido aos planos de reestruturação do Grupo Volkswagen.
Posicionamento da empresa e próximos passos
A BMW havia revisto para baixo sua previsão de lucro em junho, citando desempenho inferior ao esperado na China, onde as vendas de veículos têm caído nos últimos meses. Em resposta, o presidente-executivo Milan Nedeljkovic afirmou que a companhia iria acelerar e intensificar esforços para cortar custos.
A BMW divulgou que publicará os resultados do segundo trimestre em 30 de julho de 2026.
Fonte: G1


