BNDES anuncia contemplados do Edital de Cinema 2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou os 18 projetos selecionados no Edital de Cinema 2026, com objetivo de fomentar a produção audiovisual brasileira por meio de patrocínio cultural.
Cada iniciativa contemplada receberá R$ 600 mil, somando R$ 10,8 milhões em investimentos por parte da instituição. Entre os projetos aprovados estão 15 filmes de longa-metragem e três festivais de cinema.
Dos 15 longas, dez foram escolhidos na modalidade de ampla concorrência e cinco pela modalidade de indução regional, que reserva vagas para produções realizadas fora dos principais polos cinematográficos, com o propósito de descentralizar recursos e oportunidades. Os filmes selecionados procedem de sete unidades federativas: Acre, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Uma das obras incluídas na lista é “Os Corretores”, apontada como o primeiro longa protagonizado por Fernanda Torres desde “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em março do ano passado.
O edital também contemplou três festivais. Segundo o BNDES, essas iniciativas apresentaram contrapartidas consideradas relevantes para ampliar o alcance social, artístico e territorial dos projetos apoiados. Entre as ações previstas estão oficinas de cinema em escolas públicas, aulas abertas com diretores e sessões de exibição voltadas a comunidades periféricas e ribeirinhas.
Andrés Cortes, chefe do Departamento de Projetos Culturais e Leis de Incentivo do BNDES, afirmou que o apoio a produções audiovisuais integra a atuação do banco e que o edital busca suprir um gargalo do setor ao atuar na fase final de viabilização, especialmente nas etapas de promoção, divulgação e distribuição. Cortes destacou que, após um hiato de nove anos, houve lançamento de editais em 2025 e novamente em 2026, com a intenção de tornar o programa contínuo para assegurar que as obras cheguem ao público nas salas de cinema.
O processo de seleção e a definição das contrapartidas visaram, segundo o BNDES, conectar a produção à circulação e ao público, com esforços específicos para ampliar a presença de obras em territórios menos atendidos.
Fonte: Uberlandianofoco


