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quarta-feira, novembro 4, 2026

Brasil amplia vantagem e mantém maior juro real do mundo após Copom manter Selic em 13,75%

O Brasil ampliou sua vantagem como detentor do maior juro real do planeta depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Segundo o levantamento compilado pelo MoneYou, o juro real brasileiro ficou em 9,49%.

Na nova classificação, a Turquia passou a ocupar o segundo lugar, com juros reais de 7,77%, e a Argentina ficou em terceiro, com 6,80%. A Rússia, que na pesquisa anterior aparecia na segunda posição, caiu para o quarto lugar, com juros reais de 6,57%.

O MoneYou destacou que, entre as principais causas da redução dos juros reais em vários países, estão o aumento das expectativas de inflação para os próximos 12 meses — movimento atribuído às incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio. No relatório divulgado nesta quarta-feira, a instituição também apontou fatores domésticos que mantêm dúvidas sobre a trajetória dos juros no Brasil: debates sobre política fiscal, a desvalorização do real e a pressão observada na curva de juros após o período eleitoral.

Em comparação com o levantamento de setembro, quando a Rússia ocupava a segunda colocação, a diferença entre Brasil e o segundo colocado era de 1,66 ponto percentual. Com a Turquia no segundo lugar, essa distância subiu para 1,72 ponto percentual.

O Copom optou por interromper a sequência de cinco cortes consecutivos e manter a Selic em 13,75% ao ano. A decisão ocorreu em um ambiente de maior incerteza: após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado elevou projeções para inflação, dólar e juros; o dólar subiu e a bolsa sofreu forte queda, além de reacender preocupações com as contas públicas. No cenário externo, a escalada de tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo foram citadas como pressões adicionais sobre a inflação, com possível efeito sobre preços de combustíveis no país.

O levantamento do MoneYou também traz um panorama sobre movimentos de juros globalmente: entre 164 países analisados, 85,98% mantiveram as taxas, 9,15% as aumentaram e 4,88% promoveram cortes. No grupo restrito de 40 países que compõem o ranking principal, 85% mantiveram os juros, 10% elevaram as taxas e 5% fizeram cortes.

Juros nominais (sem descontar inflação projetada)

Turquia: 36%

Argentina: 29%

Rússia: 14%

Brasil: 13,75%

Colômbia: 12,25%

África do Sul: 7,25%

México: 6,50%

Indonésia: 5,75%

Hungria: 5,50%

Índia: 5,50%

Filipinas: 5,50%

Austrália: 4,85%

Chile: 4,50%

Hong Kong: 4,25%

Estados Unidos: 4%

Polônia: 3,75%

Reino Unido: 3,75%

República Tcheca: 3,75%

Israel: 3,25%

China: 3%

Coréia do Sul: 3%

Malásia: 2,75%

Nova Zelândia: 2,75%

Alemanha: 2,65%

Áustria: 2,65%

Espanha: 2,65%

Grécia: 2,65%

Holanda: 2,65%

Portugal: 2,65%

Bélgica: 2,65%

França: 2,65%

Itália: 2,65%

Canadá: 2,50%

Dinamarca: 2,10%

Taiwan: 2%

Suécia: 1,75%

Cingapura: 1,42%

Japão: 1,25%

Tailândia: 1%

Suíça: 0%

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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