Produção de petróleo
A produção de petróleo do Brasil alcançou 4,615 milhões de barris por dia (bpd) em agosto, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quinta-feira (1º). O resultado representa aumento de 2,6% em relação a julho e de 18,4% na comparação com agosto de 2025, superando o recorde anterior de 4,498 milhões de bpd registrado em julho.
Onde e por que
O avanço na produção foi atribuído principalmente aos grandes campos do pré-sal, com destaque para os campos de Búzios e Mero, localizados na Bacia de Santos. A extração nos campos do pré-sal segue sendo o principal motor do crescimento mensal observado.
Gás natural
Na mesma base de dados, a ANP informou que a produção de gás natural atingiu 220,55 milhões de metros cúbicos por dia em agosto, alta de 2,6% frente a julho e de 16,8% em relação ao mesmo mês de 2025.
Preço internacional e contexto geopolítico
Os preços do petróleo no mercado internacional têm apresentado forte volatilidade nas últimas semanas, influenciados pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito chegou a provocar o fechamento, por período prolongado, do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica que responde por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e elevou preocupações sobre oferta global.
Em meio a esses temores, o barril de petróleo superou a marca de US$ 100, mas depois recuou para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 diante de sinais de negociações entre as partes envolvidas. Na quarta-feira (30), o Irã informou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para restabelecer um cessar‑fogo no Golfo Pérsico. Segundo o Irã, a proposta visava restaurar um acordo provisório que havia fracassado semanas após ter sido assinado por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em junho, e incluía a suspensão do bloqueio a portos iranianos por parte de Washington e a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias.
Na semana anterior, mediadores do Catar conduziram contatos entre enviados dos EUA e do Irã em Nova York, à margem de uma reunião das Nações Unidas — as primeiras negociações indiretas desde o rompimento do cessar‑fogo. Uma autoridade familiarizada com as conversas disse à Reuters que as partes concordam em grande parte sobre as medidas necessárias, mas divergem quanto à ordem de implementação. O Irã busca garantir, em qualquer acordo, controle sobre o Estreito de Ormuz. Dias atrás, o presidente Donald Trump afirmou ter rejeitado o plano apresentado pelo Irã, informação divulgada pelo jornal The Wall Street Journal.
—
Fonte: G1


