O 13º Brazil Wine Challenge, organizado pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), reuniu 89 especialistas internacionais para a avaliação de 1.127 amostras de vinhos provenientes de 19 países. O concurso ocorreu entre 16 e 18 de junho em Bento Gonçalves (RS) e adotou a degustação às cegas como método de julgamento, buscando assegurar imparcialidade e elevado padrão técnico.
Júri internacional e variedade de amostras
O painel de jurados contou com enólogos, sommeliers e jornalistas especializados de nove nações, entre elas Brasil, Argentina, Chile e França. A presença de profissionais de diferentes países amplia o intercâmbio técnico e contribui para a credibilidade do evento junto ao mercado internacional.
Além das amostras brasileiras, o concurso teve participação de vinícolas de regiões como África do Sul, Itália e Nova Zelândia, totalizando 1.127 rótulos avaliados — marca inédita para a competição e reflexo, segundo os organizadores, da confiança crescente dos produtores na avaliação da ABE.
Normas técnicas e imparcialidade
O Brazil Wine Challenge é o único concurso no país que segue as normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o que garante um rigor metodológico considerado essencial pelos organizadores. O respaldo da Associação de Enólogos da América também foi destacado como fator que contribui para a consistência dos procedimentos e o reconhecimento dos resultados fora do Brasil.
O presidente da ABE, Mário Lucas Ieggli, apontou que a credibilidade do concurso está vinculada à qualificação do corpo de jurados e ao rigor aplicado em todas as etapas de avaliação. A prática da degustação às cegas, em que os vinhos são julgados sem identificação de origem, foi reafirmada como mecanismo para que a qualidade seja o único critério de julgamento.
Os resultados finais serão divulgados ao término do evento, quando será divulgado um ranking que pode influenciar escolhas de consumidores e estratégias de marketing das vinícolas. A visibilidade proporcionada pelo concurso é considerada importante para o fortalecimento da economia regional e para a promoção dos vinhos brasileiros no cenário global.
Fonte: Uberlandianofoco


