Netinho, cantor e um dos nomes mais conhecidos do axé music, faleceu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista vinha tratando de um câncer no sistema linfático por mais de um ano e teve complicações renais e em outros órgãos nos últimos dias, segundo informações sobre seu estado de saúde. Ele estava internado na capital baiana, onde recebia acompanhamento médico.
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho iniciou a trajetória musical ainda jovem. Sua carreira ganhou projeção nacional no final da década de 1980, quando assumiu os vocais da Banda Beijo. Posteriormente, seguiu carreira solo e consolidou-se como um dos representantes do ritmo baiano fora do estado.
O ponto alto de sua carreira ocorreu em 1996, com o lançamento de “Milla”, faixa que se tornou um dos hinos do carnaval brasileiro e contribuiu para ampliar a presença do axé em diversas regiões do país. Entre outros sucessos do cantor estão “Beijo na Boca”, “Estrela Primeira”, “Menina”, “Capricho dos Deuses” e “Fim de Semana”.
Netinho anunciou publicamente o diagnóstico de câncer em março de 2025 e passou a dividir nas redes sociais informações sobre o tratamento. Em 2026, comunicou que a doença havia retornado e voltou a se submeter a sessões de quimioterapia. Nos últimos dias, a condição clínica se agravou, culminando em falência de rins e comprometimento de outros órgãos, conforme relatos apresentados.
Nas redes sociais, artistas, amigos e admiradores lembraram a importância de Netinho para a história do axé music. O cantor Alexandre Pires escreveu: “sua voz se cala, mas seu legado, sua história e o amor que você deixou jamais se apagarão. Você será eterno em nossos corações!”.
Segundo informações divulgadas, o próprio Netinho expressou o desejo de que o velório e a cremação fossem realizados de maneira reservada, com a presença apenas de familiares e amigos mais próximos. As providências relativas às cerimônias foram organizadas de acordo com essa vontade.
O falecimento de Netinho marca a perda de uma figura de destaque do movimento do axé, cuja carreira atravessou décadas e deixou faixas que permanecem presentes no repertório popular do carnaval e da música brasileira.
Fonte: Uberlandianofoco


