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quinta-feira, outubro 8, 2026

Centrais sindicais espanholas anunciam greve geral de 24 horas por crise da habitação

As duas maiores centrais sindicais da Espanha marcaram uma greve geral de 24 horas para 11 de novembro em reação à crise habitacional que tem mobilizado associações e protestos nas últimas semanas. O anúncio foi feito na segunda-feira (5), dois dias depois de o Parlamento rejeitar decretos com medidas relacionadas à habitação.

A paralisação será realizada pouco antes do começo da campanha para as eleições legislativas antecipadas, convocadas pelo presidente do governo, Pedro Sánchez, para 29 de novembro. Sindicatos e coletivos de inquilinos têm promovido manifestações diárias contra despejos desde 23 de setembro.

O secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Pepe Álvarez, afirmou que “vamos nos juntar no dia 11, tal como todos estes coletivos têm vindo a definir, com a convocatória de uma greve geral”. Segundo Álvarez, a data foi combinada com a Comisiones Obreras (CCOO), a outra grande central sindical do país.

Álvarez também declarou que a greve atende a um pedido das associações de inquilinos e reivindica “salários dignos para uma moradia digna”. A UGT e a CCOO não convocavam uma greve geral desde 2012.

Associações empresariais criticaram a decisão e questionaram a legalidade da paralisação, alegando que a mobilização não trata de uma questão estritamente trabalhista. Representantes do setor empresarial também contestaram o momento da convocação, feito após o anúncio das eleições.

O presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais, Antonio Garamendi, afirmou que a greve tem um “claro componente político e eleitoral” e sugeriu que mira mais a oposição do que ao governo.

Os principais partidos de oposição — Partido Popular (PP) e Vox — igualmente reprovaram a mobilização, destacando o timing do anúncio e lembrando que se trata da primeira greve geral desde a chegada de Sánchez ao governo, em 2018. Borja Sémper, porta-voz do PP, afirmou que “é uma decisão eminentemente política com a intenção de favorecer a ação política de Pedro Sánchez”.

Ao comentar a convocação, o próprio presidente Pedro Sánchez, que também lidera o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), declarou que a greve “afeta muitos trabalhadores e trabalhadoras e suas respectivas famílias” e afirmou que “a única coisa que o Governo pode fazer é respeitar esse direito constitucional”.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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