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China solicita suspensão imediata das tarifas elevadas por Trump
A China pediu aos Estados Unidos que revertam as tarifas de importação aumentadas pelo presidente Donald Trump no sábado (21). Em comunicado, o Ministério do Comércio chinês afirmou que as novas taxas “violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, e não são do interesse de nenhuma das partes”.
O aumento foi anunciado por Trump após uma decisão da Suprema Corte dos EUA que concluiu que ele extrapolou sua autoridade ao aplicar um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais norte-americanos. Segundo o ministério chinês, o país está realizando “uma avaliação completa do caso” e observou que os Estados Unidos podem tentar manter medidas tarifárias por outros meios, incluindo investigações comerciais.
O ministério acrescentou que “a China continuará acompanhando de perto essa situação e defenderá firmemente seus interesses”.
Trump havia informado que usaria um novo instrumento legal para aplicar uma tarifa inicial de 10% com efeito imediato, mas, em postagem na sua rede social Truth Social, anunciou menos de 24 horas depois a elevação desse percentual para 15%. No comunicado publicado por volta das 13h, o presidente afirmou que a elevação é legal e que a administração definirá “as novas tarifas legais e permissíveis” que serão aplicadas globalmente nas próximas semanas.
O presidente justificou a medida como forma de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, segundo ele, prejudicaram a economia americana. Em sua mensagem, Trump também vinculou a ação à sua campanha “Making America Great Again — GREATER THAN EVER BEFORE!!!” e declarou: “…como Presidente dos Estados Unidos da América, estarei, imediatamente, elevando a tarifa mundial de 10% sobre os países (…) para o nível legalmente permitido de 15%.”
A decisão da Suprema Corte foi relatada pelo presidente da Corte, John Roberts, que liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos. Roberts afirmou que o presidente precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar a imposição das tarifas, citando precedentes da própria Corte.
O caso começou em meados de 2025, com ação movida por empresas afetadas e por 12 estados americanos, majoritariamente governados por democratas, que contestaram o uso da lei IEEPA, de 1977, para impor tarifas unilateralmente. A Suprema Corte confirmou a decisão de instância inferior que entendeu que Trump excedeu sua autoridade ao recorrer a essa legislação.
Após a decisão, em reunião com governadores estaduais, Trump classificou o veredito como “uma vergonha” e disse ter um “plano B” para manter as taxas sobre produtos importados, segundo a agência Reuters.
Com informações de G1

