Quem: Consumidores nos Estados Unidos; Acusado: Starbucks, com sede em Seattle.
Uma ação coletiva protocolada na sexta-feira (02 de outubro de 2026) acusa a Starbucks de anunciar oito bebidas proteicas como “sem açúcar”, embora elas contenham lactose, o açúcar natural do leite. Segundo a reclamação, clientes não esperariam encontrar entre 13 e 21 gramas de açúcar nas versões de 20 ou 24 onças (conhecidas como “venti”).
A petição afirma que a legislação federal proíbe o uso da expressão “sem açúcar” quando o produto tem mais de 0,5 grama de açúcar por porção de 355 ml (12 onças). Os autores do processo também dizem que a empresa deixou de incluir advertências exigidas pela mesma norma, que indicam que bebidas proteicas não são alimentos de baixa caloria nem destinadas ao controle de peso.
O processo, apresentado em um tribunal federal em Seattle, pede indenização por danos não especificados e alega propaganda enganosa além de violação de leis estaduais de proteção ao consumidor. Não foram fornecidos detalhes adicionais sobre os valores reclamados.
A reportagem informa que a Starbucks não se manifestou de imediato na última segunda-feira, e que o advogado que representa os consumidores também não respondeu prontamente aos pedidos de comentário.
As bebidas alvo da ação são: Vanilla Protein Latte sem açúcar, Caramel Protein Latte sem açúcar, Vanilla Protein Matcha sem açúcar e Caramel Protein Matcha sem açúcar, além das versões geladas de cada uma dessas quatro receitas. No site da empresa, as opções aparecem descritas como “ricas em proteínas” e com “sem adição de açúcar”.
As versões Venti dessas bebidas têm, conforme informações disponibilizadas pela rede, entre 270 e 340 calorias. A Starbucks lançou as bebidas em setembro de 2025 como parte da atualização do cardápio chamada “Back to Starbucks”.
Processos contra fabricantes de alimentos por suposta publicidade enganosa são comuns. Recentemente, dezenas de ações questionaram o uso das expressões “sem açúcar” ou “zero açúcar” em produtos que contêm alulose, um substituto do açúcar, mencionam os autores da ação como contexto para a presente reclamação.
O caso segue com a tramitação no tribunal federal de Seattle, onde os consumidores buscam reparação e a correção das alegadas práticas comerciais.


