A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (19) que o programa Bolsa Família teria uma carência de dois anos caso ele seja eleito, período após o qual os beneficiários seriam desligados do benefício. A declaração foi dada em entrevista à CBN Bahia, quando faltavam 17 dias para o segundo turno previsto para 25 de outubro.
“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, disse Daniella Marques.
A fala ocorre no contexto da disputa eleitoral entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Bolsa Família é a principal política social do governo Lula e foi relançado em março de 2023, no primeiro ano do atual mandato.
Em setembro, já em meio à campanha eleitoral, o governo anunciou um reajuste dos valores do programa de cerca de 15,04%, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. Desde o relançamento em 2023, o benefício não havia sofrido correções até esse anúncio.
Atualmente, para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, o Cadastro Único de todos os membros da família precisa estar atualizado e é exigido o cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação. Em agosto, o governo informou ter pago o benefício a aproximadamente 19,3 milhões de famílias no país.
Além do valor base de R$ 691, o programa prevê benefícios adicionais cumulativos: R$ 173 por criança entre zero e 7 anos de idade incompletos; R$ 58 por gestante; R$ 58 por pessoa entre 7 e 18 anos incompletos; e R$ 58 por bebê de até 6 meses.
Esta reportagem está em atualização. Fonte: G1.


