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A Copa do Mundo de 2026, marcada para 11 de junho a 19 de julho e organizada por Estados Unidos, Canadá e México, deve injetar cerca de US$ 41 bilhões (aproximadamente R$ 212 bilhões) na economia global, segundo estudo conjunto da Fifa e da Organização Mundial do Comércio (OMC). O torneio, o maior da história e o primeiro realizado simultaneamente em três países, tende a elevar o consumo e favorecer diversos setores, apontam analistas.
Consultorias e bancos projetam impactos distintos por segmento. A B. Riley estima que a competição atrairá 13,1 milhões de visitantes, gerando cerca de 21,3 milhões de diárias reservadas por meio de plataformas de viagem. Redes hoteleiras como Marriott, Hilton e Hyatt, além de plataformas como Airbnb, Booking e Expedia, aparecem entre as empresas potencialmente beneficiadas. A Marriott prevê que o efeito positivo pode se estender ao terceiro trimestre, enquanto o Airbnb destaca anfitriões nas regiões de Nova York-Nova Jersey, Boston e Los Angeles como possíveis maiores beneficiados.
Para companhias aéreas americanas, o Goldman Sachs sinaliza um impacto favorável, já que junho costuma ter menor movimento de viagens corporativas e de lazer nos EUA, abrindo espaço para aumento de demanda. Analistas alertam, porém, que a alta nos preços do combustível de aviação em razão da guerra envolvendo o Irã levou a reajustes de tarifas, o que pode levar consumidores a adiarem ou cancelarem viagens.
No mercado de bebidas, a corretora Jefferies estima que mais de 1 bilhão de copos de cerveja serão consumidos globalmente durante o torneio, o que poderia elevar em 0,3% o volume vendido pela indústria, com ganhos esperados em Estados Unidos, México, Brasil e China. A projeção considera que cerca de 75% das partidas ocorrerão nos EUA e que 84% dos jogos das seleções serão disputados em fusos horários favoráveis ao consumo. A Anheuser-Busch InBev, fabricante da Corona e patrocinadora oficial da Copa, e a Heineken são citadas como principais beneficiadas.
O varejo e o segmento de artigos esportivos também devem registrar aumento de demanda. O Goldman Sachs prevê maior procura por produtos oficiais e itens ligados ao torneio, favorecendo redes especializadas e marcas como Adidas, Puma e Nike. A Adidas recebe menção adicional por ser fornecedora oficial da bola e por equipar várias seleções.
Supermercados e grandes varejistas podem ver incremento nas vendas, segundo o Citi, que também aponta crescimento na demanda por restaurantes em razão do turismo e de reuniões para acompanhar jogos. Redes de alimentação, pizzarias e distribuidoras de alimentos entram na lista de potenciais beneficiadas.
No campo da mídia, analistas do Deutsche Bank estimam que a Copa de 2026 pode gerar a maior receita publicitária já registrada do torneio nos Estados Unidos. O Morgan Stanley projeta entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em receitas publicitárias para a Fox, detentora dos direitos de transmissão em inglês, e o Deutsche Bank destaca a Telemundo como beneficiária das transmissões em espanhol. Plataformas digitais como YouTube e Instagram devem ver aumento de audiência e engajamento, segundo o Citi.
Empresas de apostas esportivas tendem a apresentar desempenho acima da média durante o Mundial, avalia o Deutsche Bank. O banco Macquarie estima que o volume global de apostas ultrapasse US$ 50 bilhões no torneio, o equivalente a quase US$ 500 milhões por partida; na edição de 2022, esse total superou US$ 35 bilhões.
Imagem aérea do estádio Azteca foi utilizada na matéria original.


