As autoridades italianas encontraram o corpo de Gabriela Querino próximo à Lagoa de Veneza. A confirmação foi feita pelo prefeito da cidade, que expressou condolências à família da vítima. Gabriela, de 26 anos, estava desaparecida desde o acidente aquático ocorrido no último sábado, 12.
O marido dela, o italiano Sean Michieli, de 25 anos, também morreu no incidente. Sean sofreu traumatismo craniano e foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. O casal havia se casado há três meses e vivia em Burano; segundo a reportagem, Gabriela morava na Itália há cerca de dois anos e, após o casamento, passou a trabalhar com o marido.
Investigações sobre a colisão
As primeiras apurações apontam que a pequena embarcação em que o casal estava foi atingida por um táxi aquático no Canal de Tessera, em Veneza. Testemunhas relataram que o motorista do táxi navegava em alta velocidade no momento do impacto. Perícias preliminares indicaram que a embarcação que atingiu o barco do casal teria chegado a cerca de 40 km/h, aproximadamente o dobro do limite permitido naquela área, que é de 20 km/h.
Conforme a dinâmica reconstruída até agora, o táxi aquático, com cerca de 40 toneladas, seguia em direção ao aeroporto quando teria cruzado o caminho de Michieli e Gabriela, que atravessavam o canal de uma margem para outra. O impacto atingiu lateralmente o barco do casal, em ângulo próximo de 90 graus, e teria lançado Gabriela na água, enquanto Sean ficou ferido dentro da embarcação.
Testemunhas que estavam no táxi aquático foram as primeiras a chegar ao local para prestar socorro. O motorista deixou seus passageiros aos cuidados de outro profissional e retornou para auxiliar no atendimento de Sean; ele prestou depoimento por horas às autoridades e foi submetido a exames toxicológicos solicitados pelos investigadores.
Equipes de resgate já haviam localizado a embarcação do casal e pertences de Gabriela antes da localização de seu corpo. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público italiano sob a suspeita de “homicídio náutico”. As autoridades seguem apurando as circunstâncias da colisão para verificar as versões apresentadas pelas testemunhas e determinar eventuais responsabilidades.
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