Os Correios abriram um novo Plano de Desligamento Voluntário (PDV) com pagamento de incentivo financeiro para empregados que optarem pela saída da estatal. As inscrições foram iniciadas em 20 de agosto e permanecem abertas até 30 de setembro; a adesão é facultativa.
O PDV é direcionado a trabalhadores lotados, desde janeiro de 2025, em unidades que já sofreram impacto ou que venham a ser incluídas no processo de otimização da rede e reestruturação da empresa. Em adesão ao programa lançado no início deste ano, 3.181 empregados aceitaram sair voluntariamente.
Segundo comunicado da companhia, o novo plano integra as ações de reestruturação e de sustentabilidade e representa uma nova etapa do programa de desligamento voluntário. A estatal informou que a ação foi planejada para atender às adequações específicas decorrentes da reorganização e que as estimativas de adesão e os efeitos financeiros já constam nos estudos e projeções divulgados anteriormente.
O montante do incentivo varia conforme a situação individual de cada empregado, levando em conta as rubricas previstas no regulamento, o tempo de serviço, a idade e eventuais adicionais por aposentadoria ou incorporação. O valor oferecido oscila entre R$ 24,4 mil e R$ 459 mil, será pago em parcela única e integral, e o depósito será efetuado até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento. O pagamento não terá incidência de Imposto de Renda nem implicará recolhimento de FGTS.
Os Correios haviam previsto, no plano de reestruturação, 10 mil desligamentos para este ano e mais 5 mil para 2025. Após o encerramento do primeiro PDV, a empresa iniciou estudos para um segundo programa, que agora foi aberto.
O novo PDV ocorre em um contexto de perdas financeiras significativas da estatal. Em 2022, a empresa registrou déficit superior a R$ 700 milhões; em 2024, o prejuízo foi de R$ 2,5 bilhões. Entre janeiro e setembro do ano passado, o rombo somou R$ 6 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, o prejuízo ficou em R$ 3,1 bilhões, valor 82,35% superior ao mesmo período do ano anterior, quando a queda foi de R$ 1,7 bilhão. Em 2025, o prejuízo totalizou R$ 8,5 bilhões, e a estatal projeta resultado ainda pior para 2026, estimando voltar a registrar superávit apenas em 2027.


