A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu, em julgamento unânime realizado na tarde de 8 de setembro de 2026, pela condenação de Daniel Vorcaro e do Banco Master por prática fraudulenta no mercado de capitais relacionada ao fundo imobiliário Brasil Real. A sessão teve início às 15h na sede da CVM, no Centro do Rio de Janeiro, e foi aberta à imprensa e ao público.
O relator do processo, o diretor João Accioly, votou pela procedência das acusações e foi acompanhado por todos os integrantes do colegiado. A penalidade aplicada a Daniel Vorcaro foi multa de R$ 20 milhões; ao Banco Master, multa de R$ 12,5 milhões. Também foram punidos no processo o pai de Daniel, Henrique Vorcaro, e o primo Felipe Vorcaro, entre outros envolvidos.
O processo administrativo foi instaurado pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários para apurar supostas irregularidades na emissão e na distribuição de cotas do fundo Brasil Real. Segundo a acusação da área técnica da CVM, o esquema teria empregado laudos falsos para elevar artificialmente o valor de imóveis, o que teria prejudicado investidores e configurado operação fraudulenta no mercado de capitais.
Antes da apreciação do mérito, as defesas de Daniel Vorcaro e dos demais acusados solicitaram o adiamento do julgamento. O relator negou o pedido, por considerar que havia elementos suficientes para o prosseguimento da análise. Os acusados também apresentaram proposta de acordo para encerrar o processo administrativo, proposta esta rejeitada pela CVM.
Ao final do julgamento, os demais membros do colegiado seguiram o voto do relator, tornando a condenação unânime. Nos autos, as defesas negam a prática de irregularidades e afirmam que as operações questionadas observaram as normas de mercado.
Conforme consta no processo, Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro estão detidos preventivamente.
O julgamento e as decisões da CVM foram formalizados na sessão realizada na sede do órgão regulador, com a leitura do voto do relator e a proclamação do resultado pelo colegiado.
Fonte: G1


