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O convite feito por Luiz Inácio Lula da Silva a Geraldo Alckmin para ser vice na candidatura de 2022 surpreendeu o cenário político e resultou em uma aliança vitoriosa. Quatro anos depois do acordo, presidente e vice mantêm relações públicas cordiais, mas a vaga na chapa segue em aberto para negociações, segundo sinais do próprio Lula.
O objetivo das conversas do presidente com partidos do centro, como o MDB, é ampliar a base de apoio, criar mais palanques estaduais e municipais e aumentar o tempo de propaganda eleitoral. A articulação não é apresentada, na avaliação de aliados citados na cobertura, como um ato de afronta a Alckmin, mas como uma tentativa de reforçar alianças.
Na oposição, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro aparece nas pesquisas mais recentes como a de maior competitividade. Em torno da provável chapa de Flávio circulam especulações sobre nomes para vice, com destaque para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a senadora do Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP).
Para discutir a viabilidade das estratégias em curso, o podcast O Assunto recebeu o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews. Abrucio comentou a atuação de Alckmin no governo, o que Lula busca nas conversas com partidos de centro e avaliou os nomes que vêm sendo citados como potenciais vices na chapa de Flávio Bolsonaro.
Além da análise de Abrucio, a cobertura reúne outros desdobramentos e declarações: segundo nota, Renan Filho afirmou que o movimento de Lula em negociar a vaga de vice não configura um ato contra Alckmin; setores do MDB reagiram a rumores sobre um eventual vice de Lula, interpretando os boatos como uma estratégia para desgastar alianças da oposição nos estados; o PSB defendeu a permanência de Alckmin na chapa; e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a possibilidade de aceitar ser vice de Lula é “zero”.
Entre falas mais recentes sobre a composição das chapas, Valdemar Costa Neto declarou que pretende buscar uma mulher como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, enquanto Tereza Cristina afirmou ser “muito cedo” para discutir a vaga. Valdemar também disse que vai “lutar” para que o vice na chapa de Tarcísio na reeleição em São Paulo seja do PL, indicando o nome de André do Prado.
O podcast O Assunto é produzido por Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco, e apresentado por Natuza Nery. O programa, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube, soma desde sua estreia, em agosto de 2019, mais de 168 milhões de downloads nas plataformas de áudio e mais de 14,2 milhões de visualizações no YouTube.
Com informações de G1

