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segunda-feira, setembro 28, 2026

Dívida pública federal sobe em agosto e alcança R$ 9,29 trilhões

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta segunda-feira (28) que a dívida pública federal subiu 0,04% em agosto, alcançando R$ 9,29 trilhões. Em julho, o montante registrado era de R$ 9,28 trilhões.

Segundo o Tesouro, o crescimento do endividamento no mês decorreu principalmente da incorporação de juros ao estoque da dívida, no valor de R$ 88,39 bilhões. Esse efeito foi parcialmente neutralizado por resgates líquidos somando R$ 84,43 bilhões.

Para o fechamento do ano de 2026, a previsão do Tesouro Nacional é de que a dívida pública federal fique entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

Outros indicadores divulgados pelo governo mostram que o prazo médio da dívida aumentou, passando de 4,05 anos em julho para 4,10 anos em agosto. O custo médio acumulado nos últimos 12 meses também subiu, indo de 12,45% ao ano em julho para 12,59% ao ano em agosto.

A chamada “reserva de liquidez”, composta por disponibilidades de caixa destinadas ao pagamento da dívida, registrou redução nominal de 11,89%, caindo de R$ 1,37 trilhão em julho para R$ 1,208 trilhão em agosto. Em comparação com agosto de 2025, quando a reserva era de R$ 1,13 trilhão, houve crescimento nominal de 6,49%.

No relatório referente a julho, o Tesouro revisou a expectativa sobre a composição do estoque da dívida, estimando que entre 49% e 53% do total estaria composto por títulos atrelados à taxa flutuante, reduzindo a participação prevista de títulos prefixados ou corrigidos pela inflação. O relatório de agosto refletiu essa mudança, registrando o maior patamar histórico de títulos indexados à taxa flutuante.

O coordenador‑geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, afirmou que se trata do nível mais alto já observado na composição histórica, mas ressaltou que, no início dos anos 2000, valores semelhantes vinham acompanhados de grande participação de dívida em moeda estrangeira, situação que hoje não se repete e indica composição mais favorável para a outra metade do estoque.

Helano acrescentou que, olhando adiante, a expectativa é retornar a superávits primários, condição considerada estrutural para reduzir a participação de títulos de taxa flutuante na composição total da dívida.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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