22.6 C
Uberlândia
terça-feira, outubro 20, 2026

Doença de Newcastle: 133 granjas serão monitoradas após foco confirmado em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou que 133 granjas localizadas em quatro municípios do Oeste catarinense passarão por monitoramento depois da confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O foco foi identificado em uma granja comercial de Nova Itaberaba com aproximadamente 6 mil perus.

Segundo o órgão, a confirmação do foco foi divulgada na segunda-feira (19). Em nota oficial, o Mapa registra que o diagnóstico também consta como confirmado em 18 de outubro de 2026 por meio de análises laboratoriais.

O estabelecimento afetado foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves. As medidas sanitárias adotadas incluem o abate sanitário das aves, seguido de limpeza e desinfecção das instalações, conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

O Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina detectou o foco durante investigação epidemiológica e as amostras foram analisadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). O LFDA-SP é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou que a ocorrência foi identificada em ações de vigilância ativa. De acordo com a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, os exames laboratoriais detectaram a presença do vírus, mas as aves do estabelecimento não apresentaram sinais clínicos nem mortalidade no momento da confirmação.

As ações de vigilância e controle abrangem os municípios de Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. O Mapa detalhou que a área de monitoramento inclui 133 granjas, onde equipes do órgão, da Cidasc e do setor produtivo intensificarão a fiscalização e os procedimentos de contenção.

O ministério e a Cidasc reforçaram orientações para que produtores avicultores intensifiquem as medidas de biosseguridade e notifiquem imediatamente qualquer alteração no comportamento ou na saúde das aves.

Sobre o risco ao ser humano, as autoridades informaram que a doença de Newcastle pode provocar, na pior das hipóteses para pessoas, conjuntivite transitória, geralmente com duração aproximada de uma semana. A transmissão para humanos ocorre por contato; o consumo de carne e ovos provenientes de estabelecimentos inspecionados oficialmente permanece considerado seguro.

O Mapa afirmou que a retomada da produção na granja afetada estará condicionada ao cumprimento integral dos procedimentos sanitários e à ausência de novos casos. A ocorrência será notificada à OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, conforme compromissos internacionais de transparência sanitária.

Os sinais clínicos da doença em aves incluem: manifestações respiratórias (ofegação, tosse e espirros), sintomas nervosos (tremores, paralisia de asas e pernas, pescoço torto e espasmos), diarreia, queda na produção de ovos, alterações na cor ou forma dos ovos e mortes repentinas. Produtores que identifiquem esses sintomas devem comunicar a Cidasc para verificação in loco.

Novas informações serão divulgadas pelas autoridades à medida que as investigações e as ações de controle avançarem.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também