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quinta-feira, outubro 1, 2026

Dólar abre em alta com tensão no Estreito de Ormuz e cenário político local em foco

Mercado cambial e bolsas

O dólar comercial abriu o pregão desta quinta-feira (1º) em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,1862 por volta das 9h10. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começaram às 10h.

Tensão no Oriente Médio e impacto no petróleo

O aumento do preço do petróleo pressionou os mercados de câmbio e ações após ataques a navios no Estreito de Ormuz. Segundo o serviço de inteligência marítima Marisks, três petroleiros foram atingidos por projéteis enquanto transitavam pelo canal. Na manhã desta quinta, o barril do Brent operava em alta de 2,51%, a US$ 100,49, e o WTI subia 1,81%, a US$ 92,06.

O episódio ocorre após declarações do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, de que, se as exportações iranianas forem bloqueadas, nenhum outro país da região será capaz de exportar petróleo. O Irã afirmou ter recebido uma resposta dos EUA a uma proposta de restabelecimento de um cessar-fogo no Golfo Pérsico; o presidente americano, Donald Trump, disse ter rejeitado a proposta.

Relatos apontam que o tráfego pelo Estreito de Ormuz aumentou recentemente, com transportadoras cobrando prêmios de risco elevados. O órgão britânico de segurança marítima UKMTO informou que dois navios foram atingidos por projéteis no dia anterior aos incidentes relatados pelo Marisks.

Indicadores dos EUA e implicações para juros

Investidores monitoram também sinais sobre o rumo da política monetária nos Estados Unidos. O índice PCE, medida preferida do Federal Reserve para inflação, apontou variação anual de 3,4% em agosto ante igual período do ano anterior, abaixo da projeção de 3,7%. No mês, o PCE subiu 0,3%, ante expectativa de 0,4%. O resultado foi bem recebido e reduziu apostas de aumento de juros pelo Fed já em outubro. A política de juros americana influencia o Brasil, elevando pressão para que a Selic permaneça em patamares elevados e afetando o câmbio.

Cenário político brasileiro

Pesquisas eleitorais também pesam no humor do mercado, com a proximidade do pleito. A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada anterior, os percentuais eram 37% e 33%, respectivamente. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados em 42% cada. Outros 13% disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam. Ronaldo Caiado (PSD) teve 4% das intenções de voto no primeiro turno, e Romeu Zema (Novo) registrou 1%.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com nível de confiança de 95%. Na avaliação do governo, 49% desaprovam e 46% aprovam. Nas taxas de rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 56% e Lula com 54%.

Panorama internacional das bolsas

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam mistos na véspera: Dow Jones recuou 0,86%, S&P 500 caiu 0,20% e Nasdaq Composite avançou 0,24%. Na Europa, os índices registraram queda, com o STOXX 600 recuando 0,5%; DAX caiu 0,79%, CAC-40 perdeu 0,89% e FTSE 100 recuou 0,29%. Na Ásia, bolsas fecharam mistas: SSEC (Xangai) subiu 0,31%, CSI 300 avançou 0,29%, Hang Seng subiu 0,37%, Nikkei subiu 1,94% e Kospi caiu 0,48%.

Dados de acumulados: dólar com variação acumulada da semana em -0,13%, do mês em -0,10% e do ano em -5,73%. Ibovespa registra acumulado da semana de +0,32%, acumulado do mês de +5,03% e do ano de +15,65%.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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