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sexta-feira, agosto 14, 2026

Dólar abre em queda e é cotado a R$ 5,1793; mercado acompanha varejo dos EUA e medidas de reciprocidade do Brasil

São Paulo, 14 de agosto de 2026 — Às 9h15 (Brasília UTC-3), o dólar comercial abriu a sessão em baixa de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1793. As operações do principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, têm início previsto para as 10h.

No plano doméstico, o governo federal iniciou um processo para adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos em resposta às tarifas aplicadas por Washington a produtos brasileiros. A medida, em análise, prevê a possibilidade de aplicar ao país medidas, restrições ou tarifas equivalentes às impostas pelo governo norte-americano.

No calendário de indicadores, destaque para a Pnad Contínua Trimestral do IBGE: a taxa de desemprego caiu em 13 estados no segundo trimestre de 2026, com a taxa de desocupação nacional em 5,4% no período.

Nos Estados Unidos, os investidores monitoram os dados de varejo esperados para julho, com projeção de alta de 0,1% na comparação mensal, além da leitura preliminar da confiança do consumidor da Universidade de Michigan.

Energia e geopolitica

No Oriente Médio, o Irã reafirmou que mantém o controle do Estreito de Ormuz, contradizendo declarações dos Estados Unidos que afirmaram ter controle da região. O impasse entre Teerã e Washington segue como fator de risco para o transporte de petróleo e a segurança da navegação. Apesar das tensões, os preços do petróleo recuaram na quinta-feira: o Brent, referência internacional, caiu 2,15%, a US$ 87,07 o barril, enquanto o WTI, referência americana, recuou 2,43%, para US$ 81,25.

A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo sua estimativa de consumo de petróleo, indicando menor demanda de combustível pela atividade econômica global em relação às projeções anteriores.

Fluxo de capitais e bolsas

Investidores estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões da bolsa brasileira nos primeiros sete pregões de agosto, até 11 de agosto, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria com base em dados da B3. O cálculo exclui recursos destinados a IPOs e follow-ons. O valor colocou agosto como o segundo mês com maior saída de recursos da B3 em 2026, atrás de maio (R$ 14,91 bilhões). Em sete pregões, a saída de agosto equivale a cerca de 80% do total de maio, que teve 21 pregões.

O movimento contrasta com julho, quando houve entrada de R$ 2,56 bilhões na bolsa. No primeiro trimestre de 2026, as entradas foram de R$ 26,31 bilhões em janeiro, R$ 15,40 bilhões em fevereiro e R$ 11,66 bilhões em março. A partir do segundo trimestre, o fluxo mudou: saíram R$ 14,91 bilhões em maio e R$ 7,79 bilhões em junho. A Elos Ayta ressalta atenção à velocidade da retirada em agosto e observa que, se o ritmo persistir, o mês poderá registrar uma das maiores saídas de recursos da B3 em 2026.

Em Wall Street, os índices fecharam em alta na quinta-feira: Dow Jones +0,13%, S&P 500 +0,65% e Nasdaq Composite +0,81%. Na Europa, a maioria dos mercados recuou, com o índice pan-europeu STOXX 600 praticamente estável em 659,24 pontos; DAX -0,12%, CAC-40 -0,28% e FTSE 100 -0,56%. Na Ásia, mercados chineses caíram (CSI 300 -0,6%; SSEC -0,5%; Hang Seng -0,2%), enquanto o Kospi valorizou 3,56% e o Nikkei subiu 1,16%.

Dólar – acumulado da semana: +1,88%; acumulado do mês: +2,16%; acumulado do ano: -5,64%. Ibovespa – acumulado da semana: 0%; acumulado da semana: -3,06%; acumulado do mês: -6,05%; acumulado do ano: +3,79%.

Com informações da Reuters.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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