Mercado repercute decisão do Copom e aguarda indicadores externos
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (5) com volatilidade e registrava alta de 0,03% por volta das 9h, cotado a R$ 5,4532. Enquanto isso, as negociações do Ibovespa, principal índice da B3, começaram às 10h. Investidores avaliam a manutenção da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada na quarta-feira (4).
O Copom decidiu, por unanimidade, manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em março. No comunicado, o colegiado apontou que o “aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada” exigem “serenidade” e “cautela” na condução da política monetária.
O Banco Central ressaltou que indicadores divulgados desde a reunião anterior mostram uma moderação mais acentuada da atividade econômica. O mercado de trabalho mantém resiliência, embora com sinais de desaquecimento na margem. Segundo o Copom, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram e se situam acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta.
Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil figura no topo de um levantamento de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando juros reais — descontada a inflação estimada para os próximos 12 meses — a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano.
No campo externo, o Copom citou o prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que pressionam preços do petróleo e derivados, e a política monetária mais restritiva em economias avançadas como fatores que tornam o ambiente mais adverso para países emergentes. Esses elementos, segundo o colegiado, demandam cautela diante da volatilidade dos preços de ativos e commodities.
Na agenda do dia, o mercado acompanha os dados de emprego dos Estados Unidos. No Brasil, ganham atenção a produção industrial de setembro e o índice de gerentes de compras (PMI), indicadores importantes para avaliar a desaceleração da economia nacional. Também estão no radar a decisão de juros do Banco da Inglaterra e movimentações políticas domésticas, como propostas de reforma tributária, a sinalização do governo sobre o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da Medida Provisória que estabelece alíquotas do Imposto Seletivo para 2027.
No exterior, as bolsas asiáticas fecharam mistas: o SSEC (Xangai) subiu 0,10%, o CSI300 avançou 0,29%, o Kospi da Coreia do Sul recuou 5,28%, o Hang Seng de Hong Kong teve alta de 3,67% e o Nikkei do Japão caiu 1,79%.
Indicadores de mercado apresentados no dia mostram o dólar com acumulado da semana de +0,14%, acumulado do mês de +0,14% e acumulado do ano de -0,67%. O Ibovespa registrava acumulado do mês de -0,21% e acumulado do ano de +4%.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/dolar-ibovespa.ghtml


