Mercado cambial e bolsa
Na tarde desta terça-feira (8), o dólar comercial registrava queda de 0,73%, sendo negociado a R$ 5,0926 por volta das 14h, na volta ao pregão após o feriado do Dia da Independência do Brasil e o Labor Day nos Estados Unidos. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, apresentava retração de 1,22%, aos 187.402 pontos.
Fatores domésticos e eleitorais
Os investidores mantêm atenção nas intenções de voto com a proximidade das eleições presidenciais. Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7) apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 36% das intenções no primeiro turno, ante 29% de Flávio Bolsonaro (PL), em cenário com 13 candidatos que inclui Pablo Marçal (PRTB), considerado inelegível.
Tensões no Oriente Médio e petróleo
O avanço nos preços do petróleo foi influenciado pela continuidade das hostilidades no Oriente Médio. Nesta terça, os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, realizaram ataques a instalações energéticas e cidades na Arábia Saudita, aliado dos EUA, deixando mais de 70 feridos e elevando o risco de uma escalada regional. Em reação, por volta das 14h o barril de Brent, referência internacional, subia 0,33%, a US$ 97,32, enquanto o WTI, referência americana, avançava 0,82%, a US$ 92,23.
Agenda econômica
Na semana, agentes do mercado aguardam a divulgação de novos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que podem influenciar volatilidade em câmbio e renda variável.
Indicadores de desempenho
Dados de desempenho acumulado apontavam o dólar com queda de 1,27% na semana, recuo de 0,96% no mês e baixa de 6,54% no ano. O Ibovespa registrava alta de 5,40% na semana, ganho de 4,36% no mês e valorização de 14,91% no ano.
Mercados internacionais
Em Wall Street, os principais índices operavam em baixa por volta das 14h, refletindo as preocupações com o Oriente Médio e a espera por dados de inflação: Dow Jones caía 1,07%, S&P 500 recuava 0,44% e Nasdaq Composite caía 0,14%. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,05%, aos 649,6 pontos; o DAX ficou estável, o CAC-40 subiu 0,14% e o FTSE 100 recuou 0,10%.
Na Ásia, o desempenho foi misto: o SSEC, de Xangai, avançou 0,2%, o CSI300 recuou 0,36% e o Hang Seng caiu 0,38%. Entre outros mercados, o Nikkei caiu 1,70% e o Kospi recuou 0,58%.
Pesquisa Quaest — cenário sem Pablo Marçal
A pesquisa estimulada da Quaest, contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 3 e 6 de setembro. Margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou menos; nível de confiança: 95%; registro no TSE: BR-01720/2026. Percentuais no cenário de 1.º turno sem Pablo Marçal (resultado anterior em 2/9 entre parênteses): Lula (PT) 36% (37%), Flávio Bolsonaro (PL) 29% (29%), Augusto Cury (Avante) 8% (10%), Renan Santos (Missão) 3% (3%), Ronaldo Caiado (PSD) 3% (1%), Romeu Zema (Novo) 2% (1%), Samara Martins (UP) 1% (1%), Edmilson Costa (PCB) 0 (0), Rui Costa Pimenta (PCO) 0 (0), Wilson Grassi (Democrata) 0 (0), Clariana Barão (DC) 0 (0), Hertz Dias (PSTU) 0 (0); em branco/nulo/nenhum 8% (7%); indecisos 10% (11%).
Com informações da agência Reuters.
Fonte: G1


