O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta quinta-feira (8) o chamado “split payment”, mecanismo incluído na reforma tributária que separa automaticamente, no ato da compra, o valor correspondente aos impostos do montante pago ao vendedor. Segundo Durigan, a tecnologia foi debatida no Congresso e aprovada por ampla maioria, reduzindo a margem para sonegação sem comprometer o capital de giro das empresas.
Durigan afirmou que o processo é “dialogado, sério e responsável” e reiterou que eventuais dificuldades na transição para o novo sistema tributário serão tratadas com apoio do governo, para evitar prejuízos ao setor produtivo.
A defesa do ministro surge após declarações da coordenadora do núcleo econômico e porta-voz da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, que, em entrevista ao programa ALive na terça-feira (6), disse que um eventual governo do PL pretende encerrar o “split payment”. Marques afirmou que a medida “asfixia o capital de giro do pequeno” e disse que honraria posicionamentos de aliados como Carlos Bolsonaro e o economista Adolfo Sacshida, que foram críticos ao mecanismo.
O presidente Jair Bolsonaro e aliados também manifestaram intenção de revisar pontos da reforma tributária caso sejam eleitos, e Flávio Bolsonaro abordou o tema na quarta-feira (7).
A reforma tributária, aprovada após três décadas de discussão, busca simplificar procedimentos, eliminar distorções e acabar com a cumulatividade. Durigan ressaltou que atrasos ou alterações que gerem insegurança podem prejudicar as decisões tomadas pelo Congresso com apoio técnico do Ministério da Fazenda.
Sobre o cronograma de implantação, o texto original da reforma aponta que o “split payment” estava previsto para entrar em vigor como obrigatório a partir de 2028. Em outro trecho, a matéria registra que, segundo a Receita Federal, o mecanismo seria obrigatório a partir de 2018 apenas em operações entre empresas (B2B).
No mês passado, cerca de 100 especialistas, acadêmicos, empresários e ex-autoridades econômicas assinaram uma carta-manifesto enviada aos candidatos à Presidência em defesa da reforma tributária; entre os signatários está Vanessa Canado, ex-assessora especial do Ministério da Economia para a reforma tributária durante o governo de Jair Bolsonaro.
Para mais detalhes, consulte a reportagem original no G1: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/08/split-payment-mecanismo-nao-prejudica-caixa-das-empresas-e-garante-reducao-da-sonegacao-diz-durigan.ghtml


