Estagiários do Procon Municipal de Uberlândia afirmam que têm recebido a bolsa-auxílio com atrasos recurrentes que chegam a 20 dias desde dezembro. Segundo os estudantes, o pagamento mensal de R$ 1.200, destinado a custos como transporte, alimentação e mensalidades, não tem sido creditado nas datas previstas.
Os estagiários ocupam funções de atendimento ao público e suporte administrativo no órgão. Eles relatam que, enquanto servidores efetivos recebem seus vencimentos pontualmente, os estudantes enfrentam instabilidade financeira e falta de informações claras sobre quando ocorrerão os depósitos.
De acordo com os relatos, a responsabilidade pelos pagamentos é da empresa terceirizada Natos, contratada para gerenciar os contratos de estágio. Ainda segundo os estagiários, tentativas anteriores de conciliação não resolveram a situação. No início do ano foi instaurado um processo administrativo que culminou em uma reunião formal entre as partes, na qual foi assinada uma ata com diretrizes e prazos para regularização dos repasses.
Os estudantes afirmam que o acordo firmado na ata acabou sendo desconsiderado sem aviso prévio. O caso, dizem, foi encaminhado exclusivamente à Natos, e os próprios estagiários só tomaram conhecimento dessa alteração após contato direto com representantes da empresa. A resposta recebida, conforme os relatos, foi de que a Natos “tentaria” quitar os valores o mais rápido possível, sem indicar datas concretas.
Além da questão dos pagamentos, o grupo aponta problemas nas condições de trabalho. Eles afirmam ser fundamentais para a operação do Procon, que teria quadro reduzido de servidores efetivos, e que o atendimento diário aos consumidores ficaria comprometido sem a contribuição dos estagiários.
Os estudantes também descrevem ambiente de trabalho desgastante, com cobranças que consideram exageradas — citando advertências por consumir alimentos fora de um intervalo de 15 minutos — e tratamento que classificam como infantilizador por parte de funcionários comissionados. Alegam ainda diferença de rigor na aplicação de normas entre estagiários e outros servidores.
Diante da continuidade dos atrasos e da ausência de resposta definitiva, o grupo avalia promover uma manifestação coletiva e, se os depósitos não forem regularizados, deixar de comparecer às próximas escalas de atividade.
Os estagiários exigem transparência da Prefeitura de Uberlândia, da direção do Procon Municipal e da Natos quanto aos pagamentos, a quitação imediata dos valores em atraso e providências sobre o tratamento no ambiente de trabalho. A Prefeitura de Uberlândia, a direção do Procon Municipal e a Natos foram procuradas para esclarecimentos sobre prazos de regularização e demais reclamações; o espaço permanece aberto para manifestações.
Fonte: Uberlandianofoco


