Apesar do avanço no estoque, a emissão de novos títulos desacelerou. No período entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros totalizaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% frente aos R$ 366,6 bilhões registrados no intervalo correspondente da safra anterior. Essa desaceleração pode indicar necessidade de adaptação por parte dos produtores às novas condições de mercado.
CPR como ferramenta central de financiamento
A Secretaria de Política Agrícola (SPA) aponta que a CPR vem se consolidando como instrumento estratégico para a captação de recursos no setor agropecuário. O aumento do estoque sugere que esses títulos estão assumindo caráter mais permanente no mercado, mesmo com redução no ritmo de novas emissões.
Outras modalidades de crédito também apresentaram movimentos relevantes. As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) mantiveram um nível de estoque próximo ao anterior, com R$ 571,51 bilhões, uma leve retração de 0,3%. Em contrapartida, os recursos direcionados ao setor por meio das LCAs cresceram 20% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 342,9 bilhões, impulsionados por alterações regulatórias que elevaram a exigência de aplicação no agronegócio.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) registraram desempenho positivo, com estoque de R$ 175,7 bilhões, alta de 12% em 12 meses, refletindo expansão do mercado de securitização e maior interesse de investidores institucionais. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) sofreram queda de 6% no estoque, resultado de um ajuste após o pico de emissões verificado em agosto de 2024.
Fonte: Uberlandianofoco


