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sexta-feira, setembro 18, 2026

EUA e Venezuela fecham acordo petrolífero; Chevron anuncia US$ 7 bilhões e produção pode mais que dobrar até 2030

Produção venezuelana deve superar 2 milhões de barris por dia até o fim da década, diz secretário de Energia dos EUA

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta quarta-feira (2) que a produção de petróleo da Venezuela já ultrapassou 1,2 milhão de barris por dia e que a expectativa é de que o país produza mais de 2 milhões de barris por dia até o final da década. Wright fez as declarações durante visita a Caracas para acompanhar a assinatura de novos acordos com o governo interino de Delcy Rodríguez.

Segundo os termos divulgados sobre a negociação, o acordo entre os Estados Unidos e a Venezuela autoriza empresas americanas a explorar cerca de um quinto das reservas petrolíferas venezuelanas. Wright declarou confiança de que a participação dos EUA no setor aumentará a segurança dos contratos, estimulará investimentos e contribuíra para a recuperação da indústria petrolífera venezuelana, que vinha em declínio há anos.

Em paralelo ao anúncio governamental, a Chevron comunicou que pretende aplicar mais de US$ 7 bilhões na Venezuela nos próximos cinco anos. A companhia americana projeta mais que dobrar sua produção no país, atingindo aproximadamente 600 mil barris por dia. Além da Chevron, empresas como Eni, KEO Capital e Primavera foram mencionadas entre as envolvidas nos novos acordos com o governo venezuelano.

Os contratos recentes, conforme divulgado, concentram-se na expansão de projetos negociados com o Ministério do Petróleo e com a PDVSA, a estatal venezuelana. Eles seguem as regras da reforma da Lei de Hidrocarbonetos aprovada em janeiro, medida que, segundo autoridades, facilita a criação de novos empreendimentos no setor.

Um dos acordos citados envolve a KEO Capital, cuja subsidiária nos Estados Unidos fechou parceria com a PDVSA para formar a joint venture Petrourdaneta, responsável pela operação de um projeto específico e respaldada por uma linha de crédito de US$ 350 milhões. A italiana Eni também planeja ampliar atividades na Faixa do Orinoco, região crucial para a produção do país.

O retorno e a ampliação da presença de empresas estrangeiras ocorrem após longo período de afastamento de grandes grupos estadunidenses. ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram projetos na Venezuela após a nacionalização de ativos em 2007; a Chevron permaneceu no país e agora anuncia expansão. A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo, mas sua produção foi prejudicada por problemas de gestão, corrupção e sanções.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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