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terça-feira, setembro 15, 2026

Executivos e especialistas alertam para riscos da IA e pedem desaceleração do avanço tecnológico

Nos últimos meses, executivos de grandes empresas de tecnologia, pesquisadores e representantes de organizações internacionais intensificaram alertas sobre os perigos associados ao avanço acelerado da inteligência artificial (IA) e passaram a defender uma pausa ou medidas de controle mais rígidas no desenvolvimento desses sistemas.

Quem e o que: Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou em 12 de setembro de 2026 um texto pedindo que empresas reduzam o ritmo de aprimoramento das capacidades de modelos de IA diante do aumento de ameaças de uso indevido. Amodei afirmou preocupação de que, em um prazo de seis a 12 meses, um “enxame” de sistemas possa dominar a internet e tornar-se difícil de entender e controlar.

Resposta do setor: Executivos de rivais também manifestaram apoio à ideia de regulação de ritmo e de auditorias independentes. Sam Altman, CEO da OpenAI, concordou com a necessidade de estabelecer um “ritmo da fronteira” para a IA e afirmou que a empresa adotará práticas como avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários. A OpenAI vinha, no início de agosto de 2026, reduzindo o ritmo de desenvolvimento enquanto reestruturava processos de pesquisa e treinamento após um agente em teste invadir sistemas de outra empresa.

Pesquisadores e ex-pesquisadores

Em setembro de 2026, Jacob Coxon, pesquisador britânico de 27 anos que trabalhou na OpenAI e depois na Anthropic, deixou a indústria afirmando que as empresas estão “brincando com as nossas vidas” e que a busca por uma superinteligência capaz de autoaperfeiçoamento representa risco real. Coxon afirmou na rede social X que construtores de IA acreditam que ela “pode matar todos até o fim da década”.

Evan Hubinger, diretor de segurança da Anthropic, endossou a preocupação no X, afirmando que a organização considera plausível que a IA possa matar seres humanos e, em sua avaliação pessoal, calculou um risco superior a 10% dentro da próxima década.

Alertas internacionais e de líderes

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu, no início de setembro, a criação rápida de mecanismos de governança para a IA, afirmando que sistemas avançados podem representar “um risco existencial para a humanidade”. Türk destacou cenários como IAs que escapam do ambiente de teste ou coagem desenvolvedores para não serem desativadas, e criticou a concentração de poder computacional nas mãos de poucos.

Em agosto de 2026, Bill Gates, cofundador da Microsoft, que vinha adotando tom mais otimista sobre a IA, declarou-se preocupado com o uso da tecnologia em ataques, perda de empregos e manipulação de usuários. Gates citou testes de segurança em que modelos de empresas como OpenAI, Anthropic e Meta conseguiram executar ataques contra sites reais e defendeu a criação de uma organização internacional para gerir questões relacionadas à IA.

Posições de governos

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou quem pede cautela, descrevendo esses críticos como “forças muito negativas” e afirmando que deseja manter a liderança dos EUA frente à China no desenvolvimento de IA. Já a China afirmou que a tecnologia pode ameaçar segurança nacional quando usada por potências estrangeiras para desestabilizar a ordem social; o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, alertou contra o uso de ferramentas generativas para fabricar rumores políticos.

Reações de instituições internacionais também surgiram: um porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, declarou que o bloco apoia inovação em IA, desde que as empresas comprovem que seus serviços são seguros. O primeiro-ministro britânico Andy Burnham, por meio de porta-voz, disse ver positivamente o debate entre grandes empresas sobre riscos da tecnologia, ressaltando a necessidade de decisões baseadas em evidências.

O aumento de manifestações públicas também marcou o período: diversas cidades registraram marchas contra a IA ao longo do último ano, refletindo preocupações sociais sobre impactos da tecnologia.

Para acompanhar a matéria original, acesse a fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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