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quinta-feira, outubro 1, 2026

Exportações agroindustriais da Argentina à União Europeia crescem 21% nos quatro meses após acordo Mercosul-UE

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina divulgou nesta quinta-feira (1º) que as exportações agroindustriais do país para a União Europeia tiveram alta de 21% em valor nos quatro primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu.

Segundo o órgão, as vendas argentinas ao mercado europeu totalizaram US$ 1,92 bilhão (R$ 9,9 bilhões) no período de maio a agosto, cifra que representa um aumento de 21% em relação à média do mesmo intervalo nos três anos anteriores.

O relatório destaca ainda que, entre os produtos beneficiados por reduções tarifárias previstas no acordo, as exportações ficaram 44% acima da média dos três anos anteriores. O documento não detalhou a participação de cada item no total, mas apontou o efeito das mudanças nas tarifas sobre o desempenho das vendas.

Contexto do acordo

O Mercosul — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — assinou o tratado com a União Europeia em janeiro, após cerca de 25 anos de negociações. O acordo passou a vigorar de forma provisória em maio. Em imagem divulgada com a nota, aparecem líderes presentes na cúpula do Mercosul, como Javier Milei, Luis Lacalle Pou, Ursula von der Leyen, Luiz Inácio Lula da Silva e Santiago Peña.

O texto do tratado prevê a eliminação das tarifas de importação para 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul, com reduções graduais em prazos que variam de quatro a 10 anos, conforme o produto.

Alguns itens passaram a ter tarifa zero imediatamente, entre eles frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído. O café em grão já entrava no mercado europeu sem tarifa. Produtos considerados “sensíveis” pela União Europeia, como carnes bovina, de frango e suína, tiveram redução de tarifas, mas permanecem sujeitos a cotas de exportação.

O acordo enfrenta resistência dentro da União Europeia: setores agrícolas do bloco e grupos ambientalistas pressionaram o Parlamento Europeu, que encaminhou o tratado ao Tribunal de Justiça da UE para análise.

No Brasil, a entrada em vigor provisória do acordo também passou a favorecer o agronegócio nacional, com reduções tarifárias para produtos brasileiros destinadas ao mercado europeu.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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