As exportações do agronegócio mineiro totalizaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, colocando Minas Gerais entre os três maiores estados exportadores do setor no país. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países, segundo dados oficiais sobre o desempenho do setor no comércio exterior.
Apesar do volume expressivo, houve uma queda de 11,9% no valor exportado em relação ao mesmo intervalo de 2025. Mesmo com a retração, Minas Gerais respondeu por 10,6% do total das exportações agropecuárias do Brasil no primeiro quadrimestre, mantendo participação relevante na pauta nacional.
Diversificação e cadeias com desempenho distinto
Conforme a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, a diversificação da pauta exportadora foi determinante para o desempenho registrado. Produtos como carnes, sementes, algodão e frutas tiveram desempenho positivo, ampliando a presença do estado em mercados externos.
O estado segue com posições de destaque em algumas cadeias: no primeiro quadrimestre de 2026, Minas Gerais foi responsável por 71% das exportações brasileiras de café e por 30,5% dos produtos apícolas, entre outros itens de relevância para o comércio exterior.
Principais produtos da pauta
O café manteve-se como o principal item da pauta exportadora mineira, gerando US$ 3,2 bilhões em receitas, mesmo diante de uma redução tanto no valor quanto no volume embarcado. Em contraste, o setor de carnes — abrangendo bovina, suína e de frango — registrou crescimento e alcançou US$ 576,7 milhões em vendas externas.
O complexo sucroalcooleiro foi um dos segmentos mais afetados, com retração de 22,9% nas exportações. A valorização de carnes e frutas e a ampliação de outras cadeias produtivas têm sido apontadas como caminhos para compensar perdas e manter a competitividade do agronegócio mineiro.
Perspectivas no comércio internacional
Com a União Europeia apontada como principal mercado comprador, Minas Gerais preserva posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A manutenção de investimentos em tecnologia e práticas sustentáveis foi citada como essencial para garantir continuidade e ampliar inserção em mercados cada vez mais exigentes.
Fonte: Uberlandianofoco


