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sábado, junho 20, 2026

Farmacogenômica pode antecipar riscos e reduzir tentativas em tratamentos para depressão e TEPT

Pesquisas recentes indicam que marcadores genômicos têm potencial para prever riscos de desenvolvimento e evolução do transtorno depressivo maior (TDM) e do transtorno de estresse pós‑traumático (TEPT), condições que podem ocorrer isoladamente ou em comorbidade.

Especialistas alertam que grande parte dos pacientes segue sem diagnóstico ou evita relatar sintomas devido ao estigma social e ao receio de prejuízos na vida social e profissional, fatores que frequentemente atrasam o reconhecimento clínico e elevam o risco de desfechos adversos.

Um estudo divulgado em 2024 aponta a possibilidade de identificação de variantes genéticas que influenciam tanto a predisposição a transtornos psiquiátricos quanto a resposta a tratamentos farmacológicos. A pesquisa destaca o papel de uma enzima hepática responsável pelo metabolismo de psicoterápicos: alterações genéticas podem acelerar a metabolização — reduzindo a eficácia do fármaco — ou diminuir a atividade enzimática — exigindo doses maiores para alcançar concentrações terapêuticas.

Segundo os autores, mapear o perfil metabólico individual no ponto de atendimento, por meio de testes farmacogenômicos, poderia auxiliar médicos a minimizar o método de tentativas e erros na escolha de medicamentos e na titulação de doses. Esse tipo de exame permitiria ajustar o tratamento desde o início, reduzindo falhas terapêuticas e potencialmente diminuindo riscos associados à sub ou superdosagem.

Apesar dos benefícios apontados, os pesquisadores reconhecem limitações práticas: a disponibilidade de tecnologia e o acesso às ferramentas podem ser insuficientes em vários países, o que dificulta a adoção da farmacogenômica como padrão de cuidado.

As investigações, no entanto, seguem avançando e têm indicado a viabilidade de exames de biomarcadores capazes de oferecer diagnósticos mais precisos e avaliar o risco de desenvolvimento e progressão de doenças psicoterápicas.

Os autores sugerem que o futuro da prática psicoterapêutica poderá integrar ciência de alta precisão e cuidado clínico tradicional, unindo dados biológicos de farmacogenômica ao vínculo terapêutico em favor do paciente.

Dra. Gisele Vissoci Marquini

CRM 34170 RQE 19701

Ginecologia / Uroginecologia / Cirurgia Vaginal

https://revistasoberana.com.br/2026/06/20/farmacogenomica-antecipando-riscos-salvando-vidas/

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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