Brasília, 7 de outubro de 2026 — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, promoverá alterações na Constituição que incluam mudanças na reforma tributária aprovada pelo governo atual. Em seu plano de governo, publicado ao Tribunal Superior Eleitoral, ele critica o desenho da reforma e aponta o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) como questão central, citando estimativa de que a alíquota poderia alcançar cerca de 30%, acima da média de 19% dos países da OCDE.
Posicionamento sobre IVA e folha de pagamento
Ao comentar a proposta nesta quarta-feira (7), Flávio afirmou que apoia a modernização do sistema tributário, mas ressaltou a necessidade de definir o nível do IVA e de reduzir encargos sobre a folha de pagamento. Segundo ele, o valor do IVA é decisivo para avaliar o impacto da reforma e afirmou que o governo atual evita divulgar números por questões eleitorais. Após reunião com membros da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, o candidato reiterou a prioridade em rebaixar tributos sobre o trabalho.
Fim do “split payment” anunciado pela campanha
Na terça-feira (6), a coordenadora do núcleo econômico e porta-voz da campanha, Daniella Marques, declarou ao programa ALive que o eventual governo do PL pretende encerrar o mecanismo conhecido como “split payment” incluído na reforma tributária sobre o consumo. Marques afirmou que a medida prejudica o capital de giro de empresas menores e mencionou apoio de aliados como o senador Carlos Bolsonaro e o economista Adolfo Sacshida, ambos críticos do mesmo mecanismo.
O que é o split payment e quando seria obrigatório
Impactos e exceções previstas na reforma
O documento do PL propõe reduzir a alíquota do IVA, aliviar impostos sobre consumo e produção, simplificar regras e desonerar investimentos e exportações, além de reduzir tributos sobre energia elétrica, combustíveis e produtos básicos, sem detalhar como essas mudanças seriam implementadas.
Opções para empresas e formas de crédito
Fonte: G1


