O quê e quando: Entre 9 e 11 de outubro de 2026, a segunda edição da Festa/Feira Literária de Uberlândia (FLIU) ocupou o Centro Cultural de Uberlândia com programação gratuita dedicada à produção literária local e nacional.
Quem organizou: O encontro foi realizado pela editora Subsolo, coordenado por Robisson Sete e Nicolas Gomes, e reuniu escritores, artistas, editoras, selos independentes e público em geral.
Como foi a programação: Ao longo dos três dias, a FLIU ofereceu oficinas, contação de histórias, apresentações de slam, concurso de cosplay, palestras, mesas de debate e uma feira literária. Autores de ficção, contos, crônica e histórias em quadrinhos apresentaram, discutiram e comercializaram suas obras e produtos.
O espaço do Centro Cultural, concebido para abrigar atividades de cultura e arte, recebeu exposições e bancas montadas pelos expositores já na manhã de sexta-feira. Organizadores e participantes descreveram a atmosfera como festiva, com interação entre autores, ilustradores, editoras e selos literários, além da circulação de público de diferentes idades.
Entre as participações, o coletivo Black Book Udi, formado por autores e autoras negras, conduziu um bate-papo com estudantes do ensino médio sobre literatura, memória e identidade. Grupos e coletivos ligados à produção de histórias em quadrinhos também estiveram presentes, com bancas de comercialização e participação nas mesas, evidenciando expansão da cena de HQs em Uberlândia e a circulação de revistas independentes e produtos derivados.
Na sexta-feira, o patrono do evento, Jeremias Brasileiro, foi homenageado em apresentação que contou com o grupo de Congado Moçambique Estrela Guia, cuja presença e trajes laranja preencheram o Centro Cultural e aproximaram a programação das tradições populares locais.
Autores locais fizeram palestras sobre suas produções e os desafios da escrita, enquanto mesas de debate receberam nomes de destaque nacional, como Marcelo D’Salete, Sérgio Vaz, Ellen Wassu e Cidinha da Silva.
A organização ressaltou que a FLIU 2026 promoveu oportunidades de circulação de obras, comercialização de produtos autorais, formação de leitores e estabelecimento de parcerias. A diversidade das iniciativas editoriais presentes demonstrou potencial da cadeia produtiva local e as possibilidades de geração de trabalho e renda a partir da cultura.
Os organizadores descreveram o evento como uma “festa” que, além de funcionar como feira, celebrou a produção literária e cultural da cidade. A programação gratuita e o alcance das atividades indicaram mobilização da cena literária de Uberlândia.
Encerrada a edição, os responsáveis já projeteram a continuidade: que venha a próxima edição.
FONTE: Uberlandianofoco


