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segunda-feira, junho 22, 2026

Futuro do agronegócio depende de qualificação e pessoas, afirma Grupo J2M

Evandro Martins, presidente do Grupo J2M, afirma que a evolução do agronegócio brasileiro está vinculada ao desenvolvimento das pessoas e à qualificação profissional no campo. Segundo Martins, o setor passou por uma transformação estrutural e tecnológica que já rompeu com antigos estereótipos sobre trabalho manual.

Campo estratégico e desafios para a mão de obra

Martins ressalta que as propriedades rurais se tornaram ambientes estratégicos, integrados a cadeias globais e sujeitos a impactos das mudanças climáticas e às exigências do mercado. Essa nova realidade pressiona por ganhos de eficiência produtiva e, consequentemente, por uma força de trabalho mais capacitada, capaz de lidar com inovações e exigências contemporâneas.

Tecnologia exige novas competências

Atividades no campo atualmente envolvem o uso de tecnologias digitais, automação e inteligência artificial, ferramentas que ampliaram a produtividade e simultaneamente elevaram a complexidade da gestão rural. A operação isolada de máquinas deixou de ser suficiente; há demanda por profissionais aptos a interpretar dados e tomar decisões estratégicas com base em informações técnicas.

De acordo com a análise apresentada pelo presidente do Grupo J2M, a carência de formação adequada atinge diferentes funções no setor — desde engenheiros agrônomos até analistas de dados —, o que impulsiona a necessidade de um perfil profissional renovado para o agro.

Sucessão familiar e atração de jovens

A retenção das novas gerações no meio rural, destaca Martins, depende menos de vínculos familiares e mais da existência de um ambiente profissional que ofereça inovação e oportunidades. Fatores como acesso à educação, conectividade e gestão eficiente são apontados como determinantes para tornar o campo atraente para jovens que buscam desenvolvimento profissional.

O presidente também enfatiza que, apesar do papel central da tecnologia na modernização do setor, o impacto dessas ferramentas depende da capacidade humana de interpretar e aplicar soluções de forma estratégica. A formação profissional, portanto, deve contemplar não apenas habilidades técnicas, mas também competências em liderança e comunicação.

Para concluir, Martins observa que o agronegócio do futuro tende a ser mais digitalizado e automatizado, mas continuará a apoiar-se na inteligência e na qualificação de seus profissionais. A combinação entre avanços tecnológicos e capacitação humana é vista como essencial para o desempenho do setor nos próximos anos.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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