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domingo, junho 14, 2026

G7 alerta para desequilíbrios globais e teme que eles prejudiquem a economia mundial

Quem: Países do G7, com liderança da França; destaque para declarações do presidente francês Emmanuel Macron.

O que: Líderes e ministros do grupo manifestaram preocupação com crescentes desequilíbrios nas contas externas globais — em especial o aumento das exportações chinesas, o déficit persistente dos Estados Unidos e o baixo nível de investimentos na zona do euro — e alertaram que o cenário pode elevar riscos de tensões comerciais e tornar a economia global mais vulnerável a crises financeiras.

Quando e onde: O tema entrou na agenda do G7 em meio à presidência francesa, e será debatido na cúpula de líderes prevista para esta semana. Os ministros das Finanças do grupo já haviam concordado, no mês passado, sobre a necessidade de uma ação coordenada.

Por que é um problema

Os saldos em conta corrente mostram um padrão de “mundo de poupadores e gastadores”: alguns países acumulam excedentes, enquanto outros dependem de capital estrangeiro para financiar consumo. Desde a pandemia de Covid-19, esses desequilíbrios se intensificaram, segundo dirigentes do G7, que classificam a situação como potencialmente insustentável.

China: superávit impulsionado por exportações

A China voltou a registrar superávits recordes em conta corrente desde a pandemia, atingindo US$ 735 bilhões, resultado do forte aumento das exportações e da demanda interna relativamente fraca. Críticos, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmam que políticas que mantêm a moeda desvalorizada e subsídios elevados favorecem as exportações chinesas. O governo de Pequim rejeita essas críticas e afirma que suas empresas competem em condições normais, defendendo seus interesses diante de barreiras comerciais.

EUA: déficit sustentado pelo consumo

Os Estados Unidos seguem como principal motor do consumo mundial e gastam mais do que produzem, refletindo baixa taxa de poupança das famílias, cortes de impostos e aumento de gastos. Estímulos pontuais e despesas relacionadas à pandemia também elevaram o déficit federal, tornando o país dependente de recursos externos para financiar seu consumo. Autoridades americanas têm recorrido a tarifas e políticas industriais para tentar reduzir déficits recorrentes.

Europa: superávit associado a subinvestimento

Na zona do euro, o excedente das contas externas está ligado principalmente ao baixo nível de investimentos domésticos e à elevada poupança. Um relatório de 2024 assinado pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi destacou a necessidade de converter mais poupança em investimentos produtivos — como infraestrutura, tecnologia e expansão empresarial — para evitar perda de competitividade frente a EUA e China. Desde o início da pandemia, os investimentos na zona do euro cresceram bem menos que nos Estados Unidos, especialmente em tecnologia, o que contribui para o envio de poupança europeia ao exterior em busca de melhores retornos.

Em dezembro, Macron advertiu que, sem realinhamento por meio de cooperação entre as principais economias, a Europa poderia ser forçada a adotar medidas protecionistas.

A discussão sobre esses desequilíbrios integra a pauta do G7 na tentativa de buscar respostas coordenadas que reduzam o risco de uma crise financeira global.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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