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terça-feira, setembro 15, 2026

Garrafas passam a trazer selo que permite checar autenticidade pelo celular após crise do

Selo digital para verificação chega ao mercado brasileiro

Quem: Diageo, em parceria com a empresa de segurança Securetrace.

O que: Lançamento do “Selo Drink Seguro”, que permite ao consumidor confirmar a autenticidade de garrafas ao apontar a câmera do celular para um selo na embalagem. O sistema compara, via inteligência artificial, um padrão microscópico da etiqueta com um banco de dados e indica se a unidade foi verificada.

Quando e onde: Anunciado em 15 de setembro de 2026 e implementado no mercado brasileiro. A tecnologia já é aplicada a categorias que historicamente sofrem com falsificações, como uísques, vodcas, gins, tequilas e licores.

Como funciona: Cada selo recebe uma impressão digital única formada por padrões microscópicos, invisíveis ao consumidor, com mais de 27 trilhões de combinações possíveis, segundo a Securetrace. A empresa diz que a tecnologia tem certificação internacional ISO 12931 e afirma capacidade de barrar cópias em 99,99% das tentativas. Atualmente, cerca de 4 milhões de garrafas por mês recebem o selo, que já está presente em 100% do portfólio importado da Diageo e na Smirnoff produzida no Brasil — o que representa 95% do negócio de destilados da companhia no país.

Por que: A iniciativa é apresentada como resposta à perda de confiança dos consumidores e à necessidade de dar credibilidade também aos estabelecimentos, em um contexto de risco sanitário associado a bebidas falsificadas.

Contexto da crise do metanol e outras ações

Os episódios de intoxicação por metanol em 2025, que deixaram pelo menos 25 mortos, colocaram em foco os riscos para a saúde decorrentes de bebidas adulteradas. Embora investigações tenham avançado — com parte da cadeia de falsificação identificada, segundo reportagens — vítimas seguem com sequelas e novos casos continuam a ser registrados em 2026.

Estimativas da consultoria Euromonitor International apontam que o mercado ilegal ligado a bebidas movimenta cerca de R$ 28 bilhões por ano no Brasil, incluindo contrabando, sonegação fiscal, produção sem registro e falsificação; esta última representaria 4,7% do mercado de bebidas destiladas, conforme o estudo.

Medidas complementares

Além de iniciativas privadas de autenticação e rastreamento, órgãos públicos estudam medidas para dificultar o desvio de matérias‑primas para produção clandestina. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro estudo que analisa alterações na composição do etanol hidratado combustível, incluindo a adição de benzoato de denatônio — substância de sabor extremamente amargo — e a aplicação obrigatória de corante verde para facilitar a identificação do uso irregular. Essas propostas ainda precisam passar por etapas regulatórias e avaliações técnicas, inclusive sobre possíveis impactos em veículos e motores.

Especialistas citados em reportagens ressaltam que o combate à falsificação exige múltiplas frentes: tecnologias de autenticação, fiscalização, investigação policial, cooperação entre empresas e punição de grupos criminosos continuam sendo elementos centrais para reduzir a circulação de bebidas adulteradas.

A Diageo e a Securetrace posicionam o selo como uma ferramenta para aumentar a autonomia do consumidor e reduzir riscos associados à falsificação, enquanto outras ações regulatórias tentam dificultar o acesso a insumos usados em fabricação clandestina.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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