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quarta-feira, junho 3, 2026

Google planeja repor mais água do que consome no resfriamento de data centers até 2030 nos EUA

O Google anunciou, nesta quarta-feira (3 de junho de 2026), um conjunto de medidas destinadas a reduzir o impacto do uso de água no resfriamento de seus data centers, incluindo unidades que suportam operações de inteligência artificial. A iniciativa está organizada em cinco frentes, sendo a primeira a mais ambiciosa: repor, nos Estados Unidos, um volume de água superior ao que for consumido no processo de refrigeração até 2030.

Para alcançar essa meta, a empresa informou que ampliará projetos de gestão hídrica nas regiões onde mantém centros de dados e nas bacias hidrográficas próximas a essas instalações. O Google detalhou que pretende investir US$ 17 milhões, valor que equivale a cerca de R$ 86,1 milhões na conversão direta, em ações relacionadas à conservação e ao manejo de recursos hídricos.

Além da recomposição do volume de água, o plano prevê apoio a programas de modernização de sistemas municipais de abastecimento e de tratamento, com medidas que vão desde o fortalecimento da oferta local até a detecção de vazamentos em redes de distribuição. A companhia também anunciou a realização de análises mais detalhadas das bacias hidrográficas como critério para definir locais de novos data centers.

O Google informou ainda que, quando o consumo de água representar risco ambiental ou comprometer o abastecimento local, adotará alternativas como resfriamento a ar ou o uso de água de reuso para reduzir a demanda por água potável.

Especialistas do setor destacam que data centers exigem infraestrutura energética robusta para operar 24 horas por dia, com geradores e, em alguns casos, subestações próprias. O treinamento de modelos de IA demanda grande processamento e gera mais calor, o que frequentemente leva ao uso de sistemas de resfriamento líquido — por água ou óleo — enquanto centros de nuvem com menor demanda podem ser refrigerados a ar.

O consumo de água em instalações refrigeradas por líquido é motivo de preocupação. Um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside, apontou que realizar até 50 perguntas em modelos como o ChatGPT pode consumir cerca de meio litro de água. No Brasil, existem aproximadamente 180 data centers em operação; nenhum é dedicado especificamente a inteligência artificial até o momento, embora quatro projetos voltados a IA já tenham sido anunciados. Esses empreendimentos têm potencial de demanda de energia equivalente ao consumo de 16,4 milhões de residências.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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