O governo federal anunciou nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, a oferta do Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto voltado à formação de reserva financeira. O produto chega ao mercado como opção mais simples e previsível em relação a outros papéis públicos e alternativas tradicionais como poupança, CDBs e as chamadas “caixinhas” digitais.
O Tesouro Reserva permite aplicações iniciais a partir de R$ 1 e tem rendimento vinculado à taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,50% ao ano. O vencimento do título será de três anos, mas o investidor poderá resgatar os recursos a qualquer momento, sem a aplicação da marcação a mercado que costuma provocar oscilações diárias no preço dos títulos.
Como funciona
Segundo o Ministério da Fazenda, o produto foi concebido para oferecer simplicidade e previsibilidade ao investidor. A compra e o resgate podem ser realizados a qualquer hora, todos os dias da semana, inclusive com possibilidade de transferências via PIX, aproximando a experiência oferecida pelo Tesouro Direto da praticidade encontrada em plataformas digitais.
O Tesouro Reserva foi testado inicialmente por clientes do Banco do Brasil; a liberação para correntistas do banco começou na quinta-feira, 7 de maio de 2026. Nesta segunda houve o tradicional toque da campainha na B3, marcando o início da oferta ao público em geral. A disponibilidade do título em outras instituições financeiras dependerá da adesão de cada banco.
Rentabilidade, risco e custos
O rendimento será atrelado à Selic, mas ainda não há confirmação oficial se a remuneração corresponderá a 100% da taxa. Por ser um título público, o investimento é classificado como de baixo risco. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o produto busca atender quem quer retorno com segurança.
Em relação a custos, a B3 ainda não divulgou a taxa aplicável ao Tesouro Reserva. Atualmente, os títulos do Tesouro Direto costumam ter taxa próxima de 0,20% ao ano, cobrada em parcelas semestrais, mas não há definição pública sobre a cobrança específica para o novo título.
Concorrência com outros produtos
Especialistas ouvidos apontam que o Tesouro Reserva deve competir com CDBs, LCIs, LCAs e as caixinhas digitais por reunir facilidade de aplicação, baixa quantia mínima, liquidez imediata e rendimento atrelado à Selic. Analistas observam que o desafio será concorrer com ofertas de bancos que por vezes oferecem retornos mais elevados ou isenção de taxas em produtos como LCIs e LCAs.
Para investir, o processo seguirá o fluxo tradicional do Tesouro Direto: o investidor seleciona o título na área correspondente do aplicativo da instituição financeira que oferecer o produto, define o valor e confirma a operação. Nos bancos que ainda não disponibilizaram o Tesouro Reserva, a oferta dependerá de implementação e adesão.
O anúncio acrescenta mais uma opção para investidores conservadores que buscam combinar segurança com facilidade de movimentação dos recursos.
Fonte: G1 – https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/11/como-funciona-o-novo-tesouro-reserva.ghtml


