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sábado, julho 11, 2026

Governo não fará pronunciamento em audiências nos EUA sobre tarifaço e enviará observadores

Governo opta por observadores em audiências públicas nos EUA sobre tarifas

O governo brasileiro decidiu não se inscrever para falar nas audiências públicas que começam em 6 de julho nos Estados Unidos a respeito do aumento de tarifas proposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Apesar disso, a embaixada do Brasil em Washington encaminhará representantes como observadores para acompanhar os argumentos apresentados, informou o Ministério das Relações Exteriores.

A avaliação oficial é de que o formato das audiências públicas não é o canal apropriado para negociações efetivas. Segundo o governo, as tratativas com potencial de resultado real têm ocorrido em reuniões técnicas e encontros de alto nível mantidos nas últimas semanas e programados para os próximos dias.

Entre as pessoas inscritas para falar nas sessões públicas estão o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, e o influenciador político Paulo Figueiredo. Flávio Bolsonaro está escalado para abrir o segundo dia de audiências.

Na última semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, manteve um encontro com o representante do escritório comercial dos EUA, Jamieson Greer. Após essa reunião, Rosa informou que novas conversas entre as equipes dos dois países estão previstas para os próximos dias.

Em negociações bilaterais, o governo brasileiro apresentou uma proposta de encaminhamento em relação aos seis pontos levantados pelos Estados Unidos, mas ainda não recebeu uma resposta formal por parte das autoridades americanas. O prazo para a conclusão de um acordo foi fixado em 15 de julho.

Com o prazo apertado, representantes do Executivo afirmam que o país corre contra o tempo para alcançar um entendimento com os EUA, apresentando dados sobre a relação comercial bilateral e medidas relacionadas ao combate ao desmatamento, entre outros elementos.

Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty consideram que a recomendação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) tem motivação política e não teria levado em conta os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano. Como fundamento dessa percepção, mencionam que os documentos iniciais da investigação comercial, de julho de 2025, e a recomendação relativa às tarifas, de junho de 2026, aparecem “praticamente iguais”.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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