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sábado, março 7, 2026

Greve geral na Argentina interrompe produção em fábricas da Stellantis, VW, Ford, Toyota e Mercedes

Uma paralisação nacional na Argentina suspendeu nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, operações em diversas plantas automotivas do país. O protesto foi deflagrado em resposta à proposta de reforma trabalhista apresentada pelo presidente Javier Milei, que inclui aumento da jornada e alteração de regras sobre férias, indenizações, atestados médicos e negociações coletivas.

O impacto alcançou unidades de fabricantes que abastecem o mercado brasileiro, importante destino das exportações argentinas. Em 2025, o Brasil importou cerca de 200 mil veículos do país vizinho, o que corresponde a aproximadamente 40% do total de carros importados naquele ano.

Entre as instalações afetadas estão a fábrica da Ford em Pacheco, onde é produzida a picape Ranger — modelo que teve vendas superiores a 34 mil unidades no Brasil em 2025 — e unidades da Volkswagen próximas a essa planta, que montam a Amarok. Em Córdoba, a Volkswagen também fabrica veículos pesados e transmissões que equipam modelos do grupo.

Em Zárate, a Toyota interrompeu a montagem da Hilux e da SW4, ambos com forte presença no mercado brasileiro — as duas somaram mais de 66 mil unidades vendidas no Brasil em 2025 — e da van Hiace, lançada no país no ano passado. A Mercedes-Benz parou a linha da Sprinter em Virrey del Pino, na região de Buenos Aires.

A Stellantis informou a suspensão da produção dos modelos Fiat Cronos e Titano e da picape RAM Dakota em sua unidade de Córdoba em razão da greve. A planta de Palomar, que monta Peugeot 208, 2008 e Partner, além do Citroën Berlingo, já tinha uma parada programada para atualização da linha e, segundo a empresa, voltará a operar integralmente em 2 de março. A fábrica da Renault em Santa Isabel também ficou parada, mas a companhia ressalta que a paralisação técnica já havia sido programada.

A Volkswagen disse que a paralisação na sua planta deve durar apenas o dia de quinta-feira e que a produção será retomada na sexta-feira, sem impactos previstos nas entregas aos clientes ou no estoque de veículos no Brasil. Toyota, Ford, Stellantis e Mercedes-Benz foram consultadas e ainda não haviam se pronunciado até a publicação desta reportagem.

O movimento foi convocado em reação direta à reforma trabalhista em tramitação, enquanto a proposta do governo segue em pauta no Congresso.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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