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sexta-feira, março 6, 2026

Haddad diz que Brasil é “grande demais para ser quintal” e defende parceria madura com os EUA após queda de tarifas

Ministro afirma que país busca relação equilibrada com os Estados Unidos após decisão da Suprema Corte

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (21) que o Brasil não pode ser tratado como “quintal” de outra nação e defendeu o estabelecimento de uma parceria madura com os Estados Unidos, após a Suprema Corte norte-americana anular parte do pacote de sobretaxas aplicado pela administração de Donald Trump.

Na sexta-feira (20), o tribunal dos EUA decidiu que o ex-presidente excedeu seus poderes ao impor tarifas com base em uma lei de 1977. Com a decisão, perderam validade as sobretaxas de 40% que incidentes sobre cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano. Em reação ao revés jurídico, Trump anunciou uma tarifa global de 10% que também deverá incidir sobre produtos brasileiros.

Haddad disse acreditar que a competitividade do Brasil não será prejudicada pela mudança nas alíquotas e que o governo trabalha para reconstruir uma relação sólida com os Estados Unidos. Segundo o ministro, há um esforço para acelerar esse processo e consolidar uma “ponte robusta” que permita parcerias com benefícios recíprocos.

“Tudo o que nós queremos, em relação à Ásia, à Europa e aos Estados Unidos, é ter parcerias maduras, com vantagens mútuas. Não pode ser bom para um lado e ruim para o outro”, afirmou o ministro, ressaltando que o país precisa ser parceiro de todas as regiões.

Contexto das tarifas: em abril de 2025, Trump anunciou tarifas recíprocas e aplicou um adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, elevou essa sobretaxa em 40%, atingindo um total adicional de 50% sobre determinadas mercadorias. A lista de exceções excluiu da sobretaxa de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A nova alíquota passou a vigorar em 6 de agosto.

Em novembro, após negociações diretas entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os EUA retiraram a sobretaxa de 40% de alguns produtos adicionais, entre eles café, carnes e frutas. Com a decisão da Suprema Corte e o anúncio do novo adicional de 10%, o especialista em comércio exterior Jackson Campos afirma que, para a maioria dos itens, permanece a tarifa original acrescida do novo adicional temporário de 10%. Ele também lembra que aço e alumínio seguem com alíquotas de 50%, que se somam ao novo adicional de 10%.

Haddad concluiu reiterando a defesa de relações comerciais equilibradas, nas quais ambas as partes obtenham vantagens, e reforçou que o Brasil pretende ser parceiro do mundo inteiro.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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