TRANSMISSÃO: Globo | Record
Governador do DF busca apoio para projeto que garante socorro ao banco público
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enfrenta resistência interna na base aliada para aprovar projeto de lei que autoriza o uso de 12 terrenos públicos como garantia em uma operação de socorro ao Banco de Brasília (BRB). A votação está prevista para terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, e as negociações nos bastidores se intensificaram nos últimos dias.
A oposição, comandada por PT e PSOL, já vinha questionando o pacote, mas agora deputados aliados também demonstram hesitação. Segundo um integrante da base do governo que preferiu não se identificar, não há consenso entre os parlamentares e alguns resistem a votar a proposta. A situação é inédita para Ibaneis, que, desde que assumiu o GDF em 2019, não enfrentou dificuldades para aprovar projetos encaminhados à Câmara Legislativa.
A preocupação entre os distritais aumenta por ser ano eleitoral. Aliados relatam que parlamentares, cobrados por eleitores após o escândalo envolvendo BRB e Banco Master, têm evitado repetir o desgaste político registrado no ano anterior. Em 2025, a bancada governista aprovou com rapidez outro texto encaminhado pelo governador que autorizava negócios com o Banco Master.
O BRB foi obrigado pelo Banco Central a fazer um provisionamento de R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas decorrentes da compra de carteiras de crédito de Daniel Vorcaro. As perdas vieram da aquisição de R$ 12 bilhões em carteiras sem lastro, após a liquidação do banco de Vorcaro, concluída em novembro.
Ibaneis confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro, mas negou que a conversa tenha incluído a venda do Banco Master ao BRB. Entre aliados do Palácio do Buriti, há a avaliação de que, para garantir o apoio, será necessário atender a pedidos de parlamentares, como indica a prática recorrente de troca de cargos e indicações por suporte político.
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB), tem mantido postura de apoio ao governador e, nos últimos dias, arquivou quatro pedidos de impeachment. A influência do presidente da Casa pode ser decisiva para pacificar a base antes da votação em plenário.
O desfecho das tratativas e o resultado da votação deverão ficar definidos na sessão marcada para a próxima semana.
Com informações de G1

