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sexta-feira, outubro 2, 2026

Inadimplência no agronegócio atinge 8,8% no primeiro trimestre de 2026, diz Serasa Experian

A taxa de inadimplência no setor do agronegócio brasileiro registrou 8,8% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian. O resultado representa alta de 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025 e aumento de 0,6 ponto percentual na comparação com o último trimestre de 2025, sinalizando piora na capacidade de pagamento dos produtores.

Desafios financeiros e perfil dos produtores

De acordo com Marcelo Pimenta, especialista em agronegócio da Serasa, embora haja avanços pontuais em alguns segmentos, muitos produtores continuam sendo impactados por ciclos financeiros adversos. Entre as causas apontadas estão o aumento dos custos de produção e um ambiente de crédito mais restrito, que pressionam a renda no campo.

O estudo mostra variação da inadimplência conforme o perfil dos agricultores. Produtores sem registro formal da propriedade rural, incluindo arrendatários, apresentaram a maior taxa, de 11%. Grandes produtores tiveram 9,9% de inadimplência, enquanto médios alcançaram 8,6% e pequenos produtores, 8,3%.

Diferenças regionais e faixa etária

As oscilações também aparecem por região. O Norte do país registrou a maior taxa, com 13,2% de inadimplência, seguido pelo Nordeste, com 10,2%, e pelo Centro-Oeste, com 10,1%. Esses números refletem distintas condições econômicas e de acesso a crédito entre as regiões.

Na análise por idade, produtores entre 30 e 39 anos foram os mais afetados, seguidos pelos de 18 a 29 anos. A partir dos 50 anos, a inadimplência tende a cair, conforme o levantamento, sugerindo que a experiência pode estar associada a uma gestão financeira mais estável.

Impacto da tecnologia na gestão de risco

Diante do aumento da inadimplência, a adoção de ferramentas tecnológicas voltadas à avaliação de risco no campo ganha importância. A Serasa destaca o uso do Agro Score, sistema que combina dados financeiros e informações específicas do setor rural para avaliar o risco de crédito.

Especialistas consultados pelo estudo afirmam que o mercado financeiro deverá elevar os critérios para concessão de crédito no agronegócio. A inteligência artificial é citada como instrumento capaz de proporcionar análises mais precisas e individualizadas do perfil dos produtores, contribuindo para redução de riscos e maior eficiência nas decisões de crédito.

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Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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