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sexta-feira, agosto 14, 2026

Inaes e ADM fecham parceria para desenvolver bioeconomia com foco no jenipapo em Minas Gerais

O Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), ligado ao Sistema Faemg Senar, e a multinacional ADM, por meio do programa ADM Cares, firmaram uma parceria para implantar um modelo de bioeconomia em Minas Gerais centrado na valorização de espécies nativas, com destaque para o jenipapo. O projeto tem como objetivo gerar renda para pequenos produtores e coletores, além de promover a conservação do Cerrado e da Caatinga.

A iniciativa será implementada inicialmente no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha, áreas que apresentam alguns dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. O plano prevê capacitação de coletores e pequenos produtores, mapeamento das ocorrências naturais do jenipapo, organização do extrativismo e mecanismos de rastreabilidade para garantir remuneração justa e valorização da produção local.

Operação e capacitação

O Inaes será responsável pela coordenação das ações de campo. As gerências regionais do Sistema Faemg Senar e os sindicatos dos produtores rurais farão a identificação das áreas, o cadastramento dos participantes e a mobilização local. O Senar conduzirá a formação das equipes, ofertando treinamentos sobre segurança no trabalho, técnicas de colheita, manejo dos frutos e padronização de embalagens.

A primeira coleta de jenipapo ocorreu entre os dias 13 e 17 de julho no município de Rubim (MG). Os cursos de capacitação começaram em julho e os interessados devem aderir ao programa por meio de termo de adesão. A metodologia adotada inclui o uso de equipamentos adequados para aumentar a segurança dos trabalhadores, reduzir perdas e preservar a qualidade dos frutos ao longo do processo.

Entre as ações previstas estão a mobilização de produtores com apoio logístico dos sindicatos, o mapeamento das áreas de ocorrência natural do jenipapo e a organização da cadeia produtiva para torná-la segura, sustentável e capaz de gerar renda para as comunidades envolvidas.

O especialista em Agronomia da ADM, Jonas Pagassini, ressalta que a atuação da empresa busca apoiar a capacitação, promover conexões entre atores da cadeia e gerar impacto socioambiental nas comunidades e biomas onde atua. A ADM está presente no Brasil desde 1997 e realiza, globalmente, atividades na comercialização de grãos, insumos e nos setores de nutrição humana e animal.

O projeto-piloto tem a expectativa de validar a viabilidade técnica da cadeia produtiva, fortalecer capacidades locais e avaliar o potencial socioeconômico da atividade. Conforme Guilherme Chaves Andrade, o ciclo de 2026 será importante para compreender o potencial produtivo das regiões participantes e consolidar um modelo passível de expansão nos próximos anos.

Além de diversificar a renda de pequenos produtores, a iniciativa pretende criar empregos para equipes de coleta e fortalecer os sindicatos dos produtores rurais como pontos de organização e desenvolvimento regional.

Fonte: Gazetadotriangulo

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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